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Você pratica o que você ensina?

Você pratica o que você ensina? Sim e Não. Como assim?

Já fui abordada várias vezes sobre esse tema, ainda mais quando as pessoas recebem as orientações terapêuticas (e alimentares) após terem vindo realizar uma anamnese ayurvédica aqui. No início ficava um pouco encabulada e até mesmo confusa sobre essa questão, mas como é gratificante ter a presença do bom e velho amigo TEMPO, aquele que nos ensina sobre humildade, aceitação e principalmente compaixão consigo mesmo. Quando me liberei (e ainda libero) da ideia cartesiana que nos faz crer que o funcionamento da vida é uma linha reta, liberei também a ideia de que o que é bom pra um é bom pra todos.

Essa foi minha chave de entendimento – não, nem tudo que oriento aos outros eu pratico.  E isso não me faz uma profissional (e ser humano) menos capaz de orientar e ajudar através das minhas próprias experiências. Primeiramente porque somos todos indivíduos com necessidades diferentes, inclinações e tendências múltiplas, e principalmente aprendizados kármicos únicos e intransferíveis.

Quando compreendemos a Ayurveda para além de “dicas detox” ou “embelezamento natural” ou mesmo “práticas alternativas”, e mergulhamos fundo no simples sistema (e meditativa percepção) dos cinco elementos e suas manifestações sutis e na matéria, então podemos perceber com clareza o fenômeno de Anicca – impermanência – e só então, realizar que a cada momento, cada pessoa, em cada lugar geográfico, inserido em tal cultura com aquela história pessoa de vida e ancestralidade etc etc, muda o tempo todo, não está estático, e está suscetível as transformações devido a inúmeras influências internas e externas.

Então, como afinal oferecer orientações práticas terapêuticas para servirem como ferramentas para cada um buscar sua própria verdade a cada momento? Simples, o que deve ser oferecido vai além de cronogramas de práticas, orientações alimentares, tabelas etc, o que deve ser oferecido se chama empoderamento/autoridade para que cada um possa se sentir capaz de realizar e aprender com a sua própria experiência. E isso se inicia com auto conhecimento através da meditação, silêncio e auto observação.

Eu gostaria de compartilhar mais uma experiência da Hospedagem Terapêutica que aconteceu no último mês, junto a uma querida pessoa que chegou como “cliente” e saiu como “amiga”, afinal, essas terminologias só servem para manterem uma falsa sensação de segurança quando ainda somos divididos entre quando estamos “em casa” ou “no trabalho”, e criar distanciamento onde deve presidir a verdade e o amor.

Vivenciamos desde práticas meditativas, yoga, pranayamas, consultorias práticas na cozinha, anamnese ayurvédica, massagens, até oficina de masalas e preparo de sinergia e auto massagem com o óleo pessoal. Algumas fotos dos deliciosos momentos onde a prática e teoria caminharam juntos _/\_ Grata querida Paula, pelos momentos de puro relaxamento na sua companhia em meio as nossas atividades na casa da mata!

 

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Oficinas Práticas de Nutrição Ayurveda por valor de troca acessível

Oficinas Práticas de Nutrição Ayurveda por valor de troca acessível – Começa nessa próxima Terça em Casa!

Esse foi o tema que me veio na cabeça por esses dias…, já são alguns anos dando oficinas de alimentação e percebendo que as vezes as pessoas deixam de fazer por falta de recurso, e muitas vezes não consigo abdicar do valor pois a matéria prima sai caro mesmo, alimentos orgânicos, castanhas, especiarias etc etc etc.

Mas se a ideia é que mais e mais pessoas tenham acesso a esse conhecimento e se beneficiem, encontrei um formato para experimentarmos e vermos se funciona!

Se interessou?
A ideia é a seguinte:

As Terças em Casa acontecem independente de terem reservas, pois é um propósito de motivação interna, que pretendo manter firme pelo menos até o início da estação do Inverno.
Então a cozinha está ativa todas as terças das 7:30 até por volta das 15hs. O alimento deve ser bem preparado, com boa intenção e atenção plena, mesmo que não haja experiência, pois eu estarei junto cozinhando e guiando se preciso.

Durante a prática nessas manhãs iremos preparar o cardápio do dia que deve ser servido às pessoas às 12hs, portanto temos em torno de 4hs de prática. Normalmente uma oficina com essa carga horária sairia em torno de 190,00, e claro com informações teóricas também. Como no caso não teremos esse tempo hábil para a teoria (apesar de que prática e teoria sempre caminham juntas, logo panelas, temperos e informações vem juntos!), o valor de troca naturalmente seria menor.

Pensando que além do aproveito da manhã cozinhando, ajudando e aprendendo, haverá também o deleite de sentar e almoçar tranquilo por aqui. E se sentir o chamado, depois do almoço dar uma forcinha na vibe karma yoga mesmo, sem pressão ou obrigação, mas sentindo se queres lavar uma loucinha 🙂

Entre teoria e prática, estaremos cozinhando alimentos orgânicos em sua maioria, seguindo um cardápio criativo vegano e pautado nos conceitos da Nutrição Ayurveda, utilizando novas e comuns especiarias, numa cozinha deliciosamente no meio da mata!

Bom, em termos práticos, a proposta da prática de 4hs + almoço fica por R$90,00, subtraindo o valor do almoço só para termos uma ideia, somente a oficina sairia por 62,00. Viável e justo, não?

Serão somente duas vagas por terça feira, se sentir-se chamado entra em contato in box ou por whats 48 999616244 e combinamos para essa próxima semana!

Muita metta para todos!
_/\_

Obrigada ao outro

Assim foram os últimos dias desse fim de ciclo – entre discretas gentilezas e supostas opiniões cheias de bom intento.

Passarem-se horas até eu realizar que toda e qualquer opinião vem sempre carregada de uma impressão.

Minha impressão não é melhor nem mais correta que a do outro mas minha impressão é como uma resposta a mala que carrego a muitos eons (eras) e talvez se adeque bem as minhas necessidades. A impressão do outro também ocorre da mesma forma, mas quando aplicada a minha vida, pode gerar mais confusão do que entendimento dependendo do grau de clareza e segurança que possuo em relação aos meus caminhos e propósitos mais profundos.

Esse foi um dos maiores presentes que ganhei esse ano – compreender que da mesma forma, quando emito a minha opinião ao outro sobre a sua vida, posso estar cometendo um grande engano, proferindo palavras carregadas das minhas impressões e gerando inseguranças e sentimentos de incapacidade no outro, afinal, se eu não tiver sensibilidade de perceber como funciona o sistema do outro e quiser adequar o sistema dele ao meu, estarei com toda certeza enfraquecendo o potencial dele ao invés de empodera-lo a utilizar suas próprias ferramentas.

São tantos os enganos que cometemos, e na verdade quando reflito sobre isso não me vem um pingo de culpa ou arrependimento, a não ser que as minhas intenções estivessem contaminadas no momento das opiniões e possíveis enganos. Se minha intenção foi diminuir, humilhar, enfraquecer ou mesmo, discretamente me reafirmar em cima da vulnerabilidade do outro, pois então estou cometendo o maior engano, pois quando desmereço o outro sem perceber diminuo a mim mesmo, pois se não me compadeço pelo sofrimento do outro e ainda por cima bem lá no meu íntimo vibro um pouquinho pois vejo “que estou melhor” (baseado nos meus pequeninos conceitos do que é melhor), nesse lugar onde me encontro estou cheio de ignorância pois acho que sou separado do outro.

Essa para mim é a grande sacada mas é preciso atenção e presença e um grande esforço (pelo menos para mim) para experimentar a humildade e naturalmente gerar compaixão e empatia pela dor do outro, não importa qual dor seja. Se no meu julgamento aquela dor é pequena, novamente estou enganado. A dor do outro só pode ser medida por ele mesmo e se eu meço o amor e atenção que darei ao outro, estou tão miserável e ignorante quanto ele.

Portanto ao me colocar separado do outro e ainda por cima me julgar num patamar diferente ou superior, corro um grande risco de desse lugar tão arrogante onde me encontro, emitir errôneas opiniões que não estão vindo do coração, do amor e da verdade de sermos tão vulneráveis e sofredores. Basta ser humano para cometer esse engano, mas basta carregar o profundo desejo de sair desse lugar que não é gentil nem amoroso para me abrir a permeabilidade e sentir junto ao outro, mãos dadas, com um forte abraço, sorriso sincero, sem medo nem necessidade de sustentar absolutamente nada que não seja a verdade do coração.

Desejo que sejamos mais gentis, mais atentos ao outro, mais convictos da nossa capacidade de amar. Não preciso de um mestre para isso, não preciso de um título, não preciso de grandes filosofias, preciso apenas confiar que esse amor já brota em mim, que sou merecedor e que posso transbordar esse amor e compartilhar pois a fonte é infinita, não acaba.

Desejo não carregar julgamentos tão duros e inflexíveis, desejo ainda me capacitar a tirar as minhas lentes e o máximo que conseguir, perceber as coisas através das lentes do outro e ainda quando for possível e minha mente estiver quieta, conseguir perceber as coisas como elas realmente são. Que eu me permita a liberdade de ser amanhã diferente do que sou hoje, sem medo dos julgamentos alheios, mas firme e determinada no meu propósito superior. Que eu possa compreender que assim como cometo esse engano, muitos ao meu redor também o cometem através da sua visão unilateral, então que eu não perca meu rumo ou duvide das minhas aspirações por, às vezes, não encontrar apoio ou validação nas palavras e olhares do outro.

Que eu e o outro possamos nos encontrar verdadeiramente, que não precise mais existir eu e o outro, pois assim como estou nele, ele está em mim

_/\_

 

 

 

 

 

 

Imagem: O Eu e o Outro, de Ricardo Ramos

Ode aos Sabores (Uma humilde homenagem a trama que apóia o Projeto Terça em Casa)

Um profundo agradecimento a todos os amigos que vem construindo essa história comigo, as Terças em Casa seguem acontecendo há cinco meses porque tem quem apóia e acredita! Dividimos as mesmas paixões, cozinha, sabor, ayurveda, especiarias e por aí vai  

Minha trajetória não é só minha, é uma trama tecida por todos os olhares, conversas, trocas, sorrisos e deleites compartilhados em meio a tantas alquimias que ocorrem as terças aqui em casa. As pessoas transitam pela cozinha, polvilham pitadas criativas nas panelas, exercem a liberdade reconhecendo nas especiarias parceiras terapêuticas, e juntas constroem sabores únicos a serem degustados pelas outras pessoas que se dão o direito de virem serem servidas e relaxarem ao silêncio das águas, dos pássaros e dos ventos.

A todos os seres que tramam lindamente esse romance com a Ayurveda dentro de si mesmas, em suas escolhas intuitivamente sábias, compreendendo a importância da presença, observação e discernimento na escolha dos alimentos (em todos os níveis), segue minha homenagem:

Ode aos Sabores

Você chega as vezes em pedaços,
me satisfaz com tantos aromas e texturas
Traduz o que chamo de prazer e amor pelo belo
Belas formas, santo remédio que acalma e me lava a alma
Tantas mãos envolvidas e corações dispostos a se abrirem
Em pétalas, fornadas, fatias, folhas, sementes, não sentes?

Tantas aventuras nessa terra santa cozinha da mata
Cacau, cupuaçu, banana, coco, feno grego,
tão perto de realizar a façanha de ver a tampa da panela tilintar e aguçar minha curiosidade do que sairá de lá!

Ó queridos amigos, sois ora amargos, doces, azedam se assim o quiserem e aquecem assim de repente…
Assim como as relações que construímos em meio a tantas verdades que escolhemos acreditar.

_/\_

Fotinhos memories…

Você tem fome de que?!

Você tem fome que?!
Esse foi o tema da conversa aberta que rolou a convite do Ifsc (Floripa).

O conteúdo?
Desde a forma como enxergamos o ato de nos alimentarmos, preceitos básicos da Nutrição Ayurveda, até a percepção de que nos alimentamos muito mais do que somente de comida…, nos alimentos de impressões, sentimentos, conversas, relações. Nos alimentamos do que vemos, ouvimos, cheiramos, tocamos e comemos! As portas dos cinco sentidos estão sempre abertas! Então como “filtrar”, como escolher o que vamos colocar pra dentro do nosso ser?

Gosto sempre de lembrar de que somos munidos do livre arbítrio, e mesmo que carreguemos impressões, padrões e hábitos que não nos são salutares, a qualquer momento que ganhamos essa consciência, já estamos aptos a fazer as mudanças necessárias!

Então como ganharmos a consciência, nos tornarmos aptos e preparados para fazermos escolhas mais salutares (pra nós e não para o modelo de saúde e bem estar que vemos sendo vendido hoje)? Ferramentas como a meditação, são para mim uma das maiores chaves de abertura para a possibilidade do novo, do fazer diferente, do transitar por escolhas mais simples, silenciosas, calmas e verdadeiras pra nós.

Vamos praticar?
Comece fazendo nada, aquietando, sentando e observando
_/\_

Encontro Tutti Buona Gente!

Dia 02 de setembro, venha conhecer as delícias gastronômicas vivas e ayurvédicas nesse Encontro Chá com Glendha Kreutzer e Marcelo Pagliarim.

Será uma tarde de chás terapêuticos e degustações doces e salgadas inspiradas em receitas italianas – um momento aconchegante para respirar, meditar, sorrir e compartilhar _/\_

Faça sua reserva e venha saborear esse encontro conosco!
Além da degustação, teremos a disposição alguns produtos que poderão ser adquiridos 😉

Canto dos Araças/Lagoa da Conceição
Depósito antecipado para garantir sua participação – R$65,00
+ Infos:
espacocardamomo@gmail.com
48. 999616244 (tim/whats)

Hospedagem Terapêutica

Melhor do que ler a respeito, fazer uma oficina, estudar ou ouvir falar, é poder ter a oportunidade de experimentar algo que eventualmente se mostrava somente como um conceito ou idéia em nossa mente. Atualmente ouço muito a respeito de alimentação saudável, dietas especiais, consciência alimentar etc, e percebo que “esquece-se” de que a alimentação é a extensão da nossa mente, corpo e escolhas. É preciso alinhar vontade e ação conforme nossos propósitos mais profundos, muito além do simples comer…

Essa é a proposta da Hospedagem Terapêutica que estou realizando aqui em casa. Como já disse em outras oportunidade, meu negócio não são “negócios”. A casa onde moro representa as experiências que tenho tido em minha vida pessoal, com mais de dez anos de prática de meditação budista, aos pouquinhos criando mais intimidade com o budismo e suas diferentes escolas, e com um pouco menos do que isso de tempo, poder partilhar as práticas ayurvédicas que sigo, a alimentação na prática como escolha de estilo de vida, onde pode-se observar algo além de nutrientes e vitaminas, e poder perceber os princípios dos elementos em tudo que nos cerca, e o melhor de tudo: dar a liberdade que isso seja sentido e vivenciado por cada um segundo suas formas individuais de ver a vida e sentir.

Dessa vez a experiência foi receber a Bárbara e Luca, dois irmãos que possuem um amor lindo, amizade e muita risada! Tivemos uma semanada de práticas, começando pelo simples dormir em um local silencioso, em meio a mata, passando pela anamnese ayurvédica para definirmos seus doshas, para num segundo momento, de forma leve e espontânea, podermos falar sobre as tendências que influenciam cada uma dos biotipos.

Eles puderam participar do Projeto Terça em Casa, botando a mão na massa, escolheram as especiarias, encararam os desafios de servir o alimento de forma harmônica em seus sabores, aromas e formas. Pudemos falar sobre o karma, sobre acumular méritos ao servirem tais refeições feitas com atenção e carinho, aos seus pais e familiares. Depois tivemos uma oficina de masalas, onde cada um intuitivamente pode escolher seus temperos e perceber no que tais especiarias podem auxilia los segundo seus biotipos ayurvédicos.

Seguimos nos dias seguintes com o despertar matutino, água morna com limão, desjejum segundo os conceitos ayurvédicos, massagem abhyanga, leitura de livros para abertura da nossa forma de enxergar o mundo, caminhada na praia no dia de sol, assistir ao por do sol na trilha da Costa da Lagoa, banhos de rio, e como sozinhos não realizamos nada, algumas parcerias muito especiais aconteceram para que essa vivência pudesse ser integral. A querida prof de yin yoga Marina Boni nos trouxe sua experiência com essa prática tão profunda, além da meditação guiada, a prof de Pilates e Crâniosacral Júlia Nunes ofereceu uma aula maravilhosa com muita atenção e dedicação, e ainda teve a vivência da Terapia Artística com a Maria Alice, ao ar livre 😉

Com os dias passando tão rápido não sobra tempo para tudo que eu gostaria de passar, por isso deixamos fluir, sem aula ou palestra sobre Ayurveda, mas toques, dicas, conversas, sempre lembrando que todos temos o livre arbítrio, a cada momento fazemos escolhas, ora mais consistentes, ora nem tanto, sabendo ainda da nossa responsabilidade por tais escolhas, a lei do karma se aplicando as nossas palavras, pensamentos e ações!

Mas tivemos bastante tempo para as oficinas e criações gastronômicas, desde burgues de inhame, pão integral de semente de girassol, ricota de amêndoas, até caruru vegan, rosti de inhame, tortinha de doce de leite de castanha de caju, risoto vegan de cogumelos orgânicos, omelete vegan, chocolate quente de leite de coco e por ai vão as delícias…

E como nao somos somente um estômago cheio de desejos acoplados numa mente incansável de querer saciar os impulsos dos sentidos (rsrs), acordamos cedinho e caminhamos até o espaço da querida Bia, ordenada monja zen, que pôde orienta-los quanto a prática do zazen (meditação), momento especial ❤

Para finalizar, colheita consciente da erva baleeira na restinga da praia, a cada folhinha retirada um pedido de licença, não foi Bárbara e Pedro?! Puderam experimentar o contato com essa maravilhosa planta que oferece as propriedades antiinflamatórias capazes de aliviar muitas dores físicas, e até emocionais… Acompanharam o comecinho do feitio do óleo medicado segundo os preceitos ayurvédicos, e assim que o óleo estiver pronto prometo enviar um vidrinho pra cada, como agradecimento pela maravilhosa companhia e troca que tivemos por aqui nesses dias!

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Na despedida, mais uma curta sessão de meditação – onde há consciência não existe o erro, o medo, a insegurança. Quando buscamos nos conhecer, nos colocamos de frente aos nossos maiores desafios. Eu pude vê-los exercitarem o melhor de vocês e fico muito feliz de ter tido a oportunidade de assisti-los ousarem sairem de seus padrões de comportamento e aprendi muito nesses dias em suas companhias! Voltem sempre _/\_ muito carinho por vocês!

Vamos nos encontrar?

Dia 16 de julho é dia de Yin Yoga, Meditação e Ayurveda no Espaço Cardamomo!

O encontro é aberto a todos, praticantes ou não, afinal, essa é uma excelente oportunidade para começar se você nunca meditou, praticou Yin Yoga ou se alimentou de uma comidinha preparada a moda ayurvédica!

Acontece assim, o encontro começa às 11hs, a prática de yoga será no deck ao ar livre em meio à exuberante natureza da mata do Canto dos Araças (Florianópolis), e ao finalizar, terá uma refeição simplesmente saborosa para degustarmos juntos!

Quem cozinha sou eu, quem da a prática é a querida Marina Boni,

só perde esse domingão quem não tiver antenado 😉

Increva se pois são poucas vagas!

Oficina Yin_almoço_Ayurveda

Terça em Casa – Projeto para a Vida

Você sabe o que significa o Projeto Terça em Casa? Não é simplesmente um encontro feito todas as terças para servir um delicioso almoço vegano preparado segundo os conceitos da Nutrição Ayurveda num ambiente harmonioso em meio a natureza. Vai um pouco mais além…

Faz parte do prazer de se desfazer por alguns instantes, das amarras de alguns conceitos como: empregado, patrão, empresa, rendimento, mercado de trabalho, lucro, concorrência, escassez, crise, e simplesmente cozinhar, degustar de novos sabores, abrir espaço na mente para novas formas de pensar, sentir e atuar.

Como isso?

Simples assim,

matematicamente e segundo os fundamentos da economia careta, não é rentável financeiramente para mim cozinhar uma vez na semana, convidando amigos e amigos de amigos e fazendo também novos amigos, esperando que eles possam, em meio a suas turbulentas e corridas vidas se comprometerem verdadeiramente, fazendo suas reservas antecipadamente (sabendo que isso é imprescindível para evitarmos desperdício de alimentos e podermos chamar DE VERDADE esse projeto de sustentável) e comparecerem por alguns instantes, a esse delicioso espaço onde vivo numa plena terça feira, dando se tempo para respirar, mastigar, olhar outras pessoas nos olhos, sorrir, ouvir passarinhos, barulhinho de cachoeira, sem pressa.

Entendeu por que esse é um evento ayurvédico? Não é pra vender mais não, até porque daqui há pouco passa o modismo da Ayurveda! E outra, não curto essa história de mercantilismo.

Igualmente, acredito nesse projeto, não por ser uma boa ideia, rentável, ou algo do tipo, mas por ser o que sei fazer, assim, simples assim. Como pode não “dar certo”? Afinal, o que você considera mesmo como “dar certo”?

Dar certo pra mim é sentir as pessoas saindo daqui mais tranquilas do que entraram. Não porque minha comida é mágica, kkk, mas sim por perceberem que são capazes de experimentarem o valor do tempo, do espaço, do vazio…

Se são 6 ou 20 pessoas que aparecem aqui na Terça em Casa, não é essa minha contagem, minha matemática se chama CONFIANÇA. Não aquela confiança infantil do ego, que diz que acredita mas só duvida, mas aquela que ora temos ora perdemos, até porque ainda estamos engatinhando na senda do algo a mais do que a simples matéria. Confiança de que as coisas são como são. Você faz o seu melhor, atua com propósito sincero e verdadeiro, alinha tua ação, fala e mente e aceita os resultados! Afinal, a lei do karma é essa, você não tem o menor controle do que está te acontecendo agora, mas você tem total responsabilidade por isso, e melhor ainda tem a escolha de plantar no AGORA as sementes condizentes com o teu propósito e com o que deseja colher!

Pois então, esse é o meu convite, para um pouquinho, passa aqui, usufrua e coma teu alimento que se chama TEMPO!

+ INFOS

whats 48. 999616244

espacocardamomo@gmail.com

 

 

Empresa ou Emsolta?

Há quase dez anos atrás nascia essa vontade de viver do que descobri que amo: alimentação consciente, meditação e Ayurveda e a troca desses conhecimentos com os outros. Parecia impossível, e as vezes ainda parece, mas estudei, trabalhei, criei experiências e aprendizados que só o tempo pode permitir.

Mas nada disso foi construído sozinho. Além do meu esforço, amor e vontade contínua em poder viver na matéria de forma consciente, equilibrada e harmonizada, existiu e ainda existe a participação efetiva de todos que cruzaram meu caminho nessa trajetória. Aqueles que acreditaram, os que duvidaram, os que usufruíram, os que se negaram, aqueles ainda que botaram mesmo a mão na massa junto comigo e tiveram ainda aqueles que não saíram do meu lado. Sou profundamente grata a todos. Não é aquela “gratidão”que ta na moda, rs, mas uma comoção profunda em ver que não fazemos nada sozinhos, absolutamente nada.

Existe um preceito básico no budismo, o da interexistência. Esse princípio para mim define os méritos, que todos aqueles que, com sua participação ajudam a construir algo que beneficia cada vez mais seres, e não visando benefícios somente a si mesmos. Esse princípio me ajuda a desenvolver a ajuda mútua, humildade, compaixão, amizade, empatia, gentileza e o fazer prestativo e desinteressado. Essas pessoas todas que ajudaram a construir o que é hoje o Espaço Cardamomo tem méritos acumulados inimagináveis, pois muitas vezes alguns pagam com a matéria por aqueles que não podem e não tem condições, e isso reverbera muito mas alto do que imaginamos. Estamos kármicamente conectados com esses seres que foram ajudados indiretamente.

Hoje, quando penso no Espaço Cardamomo, ele pode ser tudo, menos uma empresa. Gosto de chamá-lo de “emsolta”, pois ele está totalmente entregue aos ventos que sopram as vezes mais forte, outros tempos como uma brisa leve, destinando se ao sul, outras ao norte, fluindo e sendo construído e cada experiência. O Espaço Cardamomo não é uma entidade separada. Sou eu. É a personificação da aceitação da impermanência. É a aceitação de um novo conceito de produtos sazonais. É preciso flexibilizar. É preciso estar acordado e enxergar quais os caminhos que se colocam abertos.

Por que empresas lançam metas sempre pensando no futuro? Por que cálculos são feitos para se produzir cada vez mais, vender mais, lucrar mais? Por que querer mais e mais e nunca estar presente e usufruir do grande presente que é simplesmente estar? Eu definitivamente não quero isso. Não quero me engessar numa forma, sabendo que isso só gera sofrimento e ilusão. É tão difícil assim vivenciar a matéria sem se tornar escravo desse sistema rígido e infeliz?

Não sei ainda quais caminhos serão trilhados, mas apesar dos ventos mudarem a cada instante, o propósito e motivação permanecem intactos, os mesmos desde o começo – oferecer ferramentas para que todos os seres busquem se conhecer e enxergar que não há nada a ser buscado fora, já está tudo ai, dentro, pronto para ser tocado, reconhecido. Através dos produtos, atendimentos, cursos, oficinas, é essa a energia que entrego a todos, é nisso em que acredito.

Por fim, foram e ainda são tantos clientes que se tornam amigos, família, que ajudam sem nem se darem conta do que estão fazendo! Particularmente agradeço aos queridos amigos que estiveram junto no último Bazar Vegano aqui em Florida 😉 e acreditam e apóiam a forma como enxergo e ofereço os conhecimentos e produtos ayurvédicos ❤