Você pratica o que você ensina?

Você pratica o que você ensina? Sim e Não. Como assim?

Já fui abordada várias vezes sobre esse tema, ainda mais quando as pessoas recebem as orientações terapêuticas (e alimentares) após terem vindo realizar uma anamnese ayurvédica aqui. No início ficava um pouco encabulada e até mesmo confusa sobre essa questão, mas como é gratificante ter a presença do bom e velho amigo TEMPO, aquele que nos ensina sobre humildade, aceitação e principalmente compaixão consigo mesmo. Quando me liberei (e ainda libero) da ideia cartesiana que nos faz crer que o funcionamento da vida é uma linha reta, liberei também a ideia de que o que é bom pra um é bom pra todos.

Essa foi minha chave de entendimento – não, nem tudo que oriento aos outros eu pratico.  E isso não me faz uma profissional (e ser humano) menos capaz de orientar e ajudar através das minhas próprias experiências. Primeiramente porque somos todos indivíduos com necessidades diferentes, inclinações e tendências múltiplas, e principalmente aprendizados kármicos únicos e intransferíveis.

Quando compreendemos a Ayurveda para além de “dicas detox” ou “embelezamento natural” ou mesmo “práticas alternativas”, e mergulhamos fundo no simples sistema (e meditativa percepção) dos cinco elementos e suas manifestações sutis e na matéria, então podemos perceber com clareza o fenômeno de Anicca – impermanência – e só então, realizar que a cada momento, cada pessoa, em cada lugar geográfico, inserido em tal cultura com aquela história pessoa de vida e ancestralidade etc etc, muda o tempo todo, não está estático, e está suscetível as transformações devido a inúmeras influências internas e externas.

Então, como afinal oferecer orientações práticas terapêuticas para servirem como ferramentas para cada um buscar sua própria verdade a cada momento? Simples, o que deve ser oferecido vai além de cronogramas de práticas, orientações alimentares, tabelas etc, o que deve ser oferecido se chama empoderamento/autoridade para que cada um possa se sentir capaz de realizar e aprender com a sua própria experiência. E isso se inicia com auto conhecimento através da meditação, silêncio e auto observação.

Eu gostaria de compartilhar mais uma experiência da Hospedagem Terapêutica que aconteceu no último mês, junto a uma querida pessoa que chegou como “cliente” e saiu como “amiga”, afinal, essas terminologias só servem para manterem uma falsa sensação de segurança quando ainda somos divididos entre quando estamos “em casa” ou “no trabalho”, e criar distanciamento onde deve presidir a verdade e o amor.

Vivenciamos desde práticas meditativas, yoga, pranayamas, consultorias práticas na cozinha, anamnese ayurvédica, massagens, até oficina de masalas e preparo de sinergia e auto massagem com o óleo pessoal. Algumas fotos dos deliciosos momentos onde a prática e teoria caminharam juntos _/\_ Grata querida Paula, pelos momentos de puro relaxamento na sua companhia em meio as nossas atividades na casa da mata!

 

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