Chai Masala Canjica Vegan, já provou?!

Receita simples e saudável para um café da manhã de agosto, friozinho e chuva pedem algo quentinho o suficiente para manter nos confortáveis dentro de nossas casas enquanto a Primavera ainda não nos chama pra fora!

Canjica é uma receita antiga e tradicional, mas algumas adaptações se fazem necessárias visto que alguns ingredientes já não são mais os mesmos quando eram usados nos tempos de nossas avós, então a dica é: polvilhe chai masala e utilize milho de semente crioula, troque o leite animal pelo leite de coco adoçado com tâmaras!

O café da manhã foi além da canjica, contando com segundo round com pão de sarraceno e nozes (sem glúten) acompanhado de um cafezinho orgânico com leite de arroz!

Receitinhas fáceis à seguir, afinal, o simples faz toda a diferença!

Chai Masala Canjica Vegan

Hidratar por 24hs 2 x de canjica de milho orgânico/não transgênico. Hidratar por 8hs 1 x de tâmaras secas sem caroço. Para facilitar, congele um coco marrom por 2hs no freezer.

Cozinhar na água o milho para canjica, acrescentando 1 c de sopa de chai masala Espaço Cardamomo (as medidas são – 1 c de chá de canela em pó, 1 c de chá de cúrcuma em pó, 1/2 c de café de nos moscada em pó, 1/2 c de café de gengibre em pó e pitada de cravo em pó), deixar cozinhar com a tampa, por aproximadamente 25′ (até amolecer os grãos).

Enquanto cozinha a canjica, prepare o leite de coco, retirando o coco do freezer e colocando direto na boca do fogão com a chama no mínimo e virando o coco às vezes – isso é feito para soltar a carne da casca mais facilmente, e o fato do coco ter sido congelado, não permite que ele rance pelo fato de estar sendo aquecido – esperar a casca esfriar, bater com a ajuda de um martelo e soltar a polpa do coco. Bater por alguns minutos no liquidificador junto com as tâmaras hidratadas e água o suficiente para cobrir. Coar o leite com tâmaras no voal.

Acrescentar o leite à canjica e deixar cozinhar por mais 5′, desligar e deixar mais 5′ com a panela tampada. Ao servir quentinho, se preferir mais doce, acrescente melado para os biotipos vata para nutrir ou mel para os biotipos kapha. Normalmente os biotipos pitta não vão querer adoçar mais 😉

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Pão de Sarraceno e Nozes (sem glúten)

Misturar os ingredientes secos numa bacia – 1 x de trigo sarraceno (já moído), 1/2 x de fécula de batata, 3/4 x de farinha de arroz integral, 3/4 farinha de linhaça, 3/4 de polvilho doce, 1 c de sopa de psyllium, 1 c de sopa de açúcar mascavo, 1 c de chá de sal do Himalaya, 2 c de sopa de fermento biológico.

Acrescentar os demais ingredientes e a água aos poucos – 1/2 x de nozes picadas, 1/4 x de óleo de palma e 1 3/4 x de água morna, misturar bem a massa, untar uma forma pra pão e deixar a massa descansar na forma por 30′ em um lugar quentinho.

Assar o pão em forno pré aquecido, ajustar a temperatura para 200 graus e deixar assar por aproximadamente 30′.

Para combinar com esse delicioso pãozinho, fica a dica, para os vatas acrescentar melado e tahine, para os kaphas um pouquinho de mel e para os pittas geleia de maçã e bom deguste!

Receita criativa e recheada de sabor!

Quando tudo parece ter o mesmo sabor na vida é sinal de que está na hora de renovar os temperos não?

Assim é também com nossas práticas culinares, sempre tais ingredientes como base, repetindo as especiarias prediletas e por aí vai…, hoje fui à cozinha sem pretensão, na verdade fui aproveitar o creme vegan de avelãs que fiz para testar a cobertura da pizza doce que ensinarei no curso do próximo domingo!

E claro, descobri que esse creme é deliciosamente perfeito para rechear bolos, hehe

Eis que surge o Bolo de Alfarroba e laranja recheado de Creme de avelãs:

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Em uma bacia peneirar 2 x de trigo integral e 1 x de fécula de batata, acrescentar 3 c de sopa de alfarroba em pó, 1 x de mascavo e pitada de sal, abrir um furo no meio e derramar 2 x de suco de laranja, 3 c de sopa de puré de inhame e 3/4 x de óleo de girassol prensado à frio, misturar bem.

Pré aquecer o forno, untar uma forma redonda de fundo falso, e voltar a massa, acrescentar 1 c de sopa de vinagre de maçã, 1 c de chá de bicarbonato e 1/2 c de chá de cremor tártaro, misture delicadamente, verter a massa para a forma e assar por 35′ mais ou menos. Quando tiver assado, esperar esriar, desenformar e cortar no meio com a ajuda de uma boa faca, rechear e tampar novamente.

Para o recheio, hidratar por 12 hs 1 1/2 x de avelãs, dispensar essa água e bater no liquidificador com 1 x de tâmaras previamente fervidas na água por 5′, 2 1/2 de leite de coco caseiro e 1/2 x de cacau em pó, e assim que o creme estiver homogêneo o máximo que der, desligue e verta esse creme para cozinhar numa panela até desgrudar do fundo, desliga e volta o creme para o liquidificador para bater até esfriar (se teu liquidificador for com copo de plástico ou motor fraco, cuidado para não quimar e não se intoxicar colocando algo quente em contato com o plástico, prefira esperar esfriar para bater). Aproveitar o resto do coco que sobrou no leite, misturar 1 x desse coco ralado no creme de avelãs e rechear o bolo, delíciaaaa!!!

Receita de Sobremesa Ayurvédica – porque tem sabor e é saudável!

Docinhos são sinônimo de alegria para a maioria das pessoas, ainda mais para pessoas do biotipo Vata, aquelas que adoram comer uma bobeirinha após o almoço! A dica é simples: pode doce sim, mas em equilíbrio com os outros sabores: amargo, salgado, ácido, adstringente e picante.

O sabor doce é formado principalmente pelo elemento terra, por isso é indicado ao biotipo Vata, pois esse é constituído em sua maioria pelos elementos ar e éter. Acontece da seguinte maneira: semelhante aumenta semelhante, portanto para os biotipos Kapha que são constituídos de terra, o sabor doce pode se tornar um problema se não for consumido em equilíbrio!

Papos à parte, tem aqui uma receitinha especial de sobremesa nutritiva e muito saborosa e saudável, vale lembrar que o doce não deve ser ingerido após as refeições, mas em ocasiões isoladas, em algum momento da tarde em companhia de um chazinho de gengibre para auxiliar ainda mais a digestão 😉

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sobremesa_ayurvedicaRocambole de Goiaba (Goiaba de Verdade!):

Para a massa, cozinhar 1 xícara de arroz cateto integral e esperar esfriar, enquanto isso lave e pique grosseiramente 3 goiabas vermelhas maduras e processe-as no liquidificador ou mixer com 4 c de sopa de mel e 1 c de chá de cardamomo em pó. Voltando a massa, preparar leite de aveia deixando 3x de aveia de molho por 10′ com 3x de água, então bater no liquidificador e coar no voal.

Com o leite já coado, bater no liquidificador com 3 ovos caipira, 1/2 xícara de ghee (ou óleo de coco se preferir), pitada de sal e 1 c de sopa de açúcar mascavo, desligar e ligar novamente acrescentando aos poucos o arroz integral já cozido, bater até a massa ficar homogênea, desligue e acrescente 1 c de sopa de vinagre de maçã orgânico e 1 c de chá de bicarbonato de sódio, misturando bem com uma colher.

Derramar a massa numa forma retangular grande já untada com o óleo (ou ghee) e farinha de arroz integral e levar ao forno pré aquecido por 20′.

Detalhes importantes: essa massa é leve, então na hora de retirar do forno, esperar esfriar, soltar as bordas com uma colher e virar a massa numa pano de prato limpo e úmido, aguardar uns minutinhos, rechear com o creme de goiaba, polvilhar coco ralado e com a ajuda do pano enrolar o rocambole.

Preparando a cobertura com 1 c de sopa de óleo de coco, 1/4 x de leite de arroz, 2 c de sopa de cacau em pó, 1 c de sopa de açúcar demerara e raspas de semente de cumaru ou baunilha se preferir. Leve ao fogo mexendo até engrossar, se precisar acrescente um pouco de água para ela ficar mais lisa e fácil de espalhar pelo rocambole.

Basta se deliciar com essa sobremesa sem glúten, pouquíssimo açúcar, fruta in natura, pitadas de temperinho e sem deixar a deliciosa cobertura de cacau de fora 😉

 


 

Comidinhas ayurvédicamente indianas!

Já imaginou unir a delícia dos sabores da Índia aos preceitos terapêuticos da Medicina Ayurveda? Essa é a proposta, alimento saboroso e naturalmente saudável. Isso eu já disse em outros momentos mas vale à pena repetir: nem toda receita indiana é ayurvédica e nem toda receita ayurvédica é indiana!

Vamos lá…, culturalmente a Índia é a referência gastronômica no que se refere aos alimentos muito bem condimentados, e claro que isso se deve não somente à uma questão histórica das navegações em rumo à busca das especiarias do Oriente, mas também a raíz dos conceitos da alimentação ayurvédica, onde as especiarias tem papel fundamental no processo da digestão de alimentos mais pesados.

Mas quando se visita esse país tão rico em sabores, cores e aromas, prova-se também alimentos altamente gordurosos e cheio de açúcar, em contrapartida ao conceito fundamental da alimentação ayurvédica: todo alimento deve ser rico em prana (energia).

Qualquer receita que seja baseada em alimentos frescos, livres de venenos, sem aditivos, de preferência em concordância com os atributos dos alimentos em relação à época do ano (quente/frio), pode ser considerada uma refeição ayurvédica!

Um bom exemplo é a receita tradicional do pão indiano chapati, adaptado à versão 100% integral, que combina com inúmeras possibilidades de recheios,  mas que no nosso caso optamos por algo nutritivo, saboroso e rico em prana, aproveite e reproduza a receita e deguste com os amigos!

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CHAPATI “AYURVÉDICO”

Para a massa:

Misturar em uma bacia 2 xícaras de farinha integral peneirada com uma pitada de sal, deixar um buraco no meio e acrescentar 1 c de sopa de ghee (se for vegana, trocar por azeite), e um pouco mais do que 1/2 xícara de água morna (isso varia muito dependendo da massa, mas não deixá-la muito mole e nem tão seca senão endurece!), misturar com as mãos, retirar da bacia e sovar por 5′ numa mesa, fazer uma bola e deixar a massa descansar num pano por 1h, sovar de novo e separar pequenas bolinhas para abrir já os discos de chapati individuais.

Assar um disco por vez numa frigideira bem quente mas em fogo médio baixo até dourar levemente, virar o outro lado e dourar um pouco mais, retirar na frigideira e levar diretamente para a boca do fogo por alguns instantes até formar bolhinhas e escurecer alguns pontinhos na massa, retirar e deixar os discos descansarem com um pouquinho de ghee entre elas.

Para o Recheio:

Preparar o chutney de tomate – Preparar uma calda com 2 c de sopa de água, 1 x de mascavo, 2 c de sopa de vinagre de maçã, 1 c de sopa de pimenta calabresa em flocos, uma pitada de sal marinho, 1 c de café de noz moscada e uma pitada de canela em pó, em seguida acrescentar 1kg de tomate orgânico grosseiramente picado, mexer, tampar a panela e cozinhar em fogo médio até o tomate soltar bem a água, então manter semi tampada, mexendo de vez em quando para não grudar. O segredo é desligar o fogo quando o chutney estiver quase seco (parece ponto de brigadeiro!), fica um creme espesso, alguns pedacinhos e um aroma inigualável!

Preparar o paté de semente de girassol germinada – Hidratar por 6hs 2 xícaras de semente de girassol crua, sem casca e sem sal, dispensar essa água, e bater as sementes do liquidificador com 1/2 xícara de azeite, sumo de um limão inteiro, pitada de sal, e água o suficiente para bater até virar um creme espesso (pode até deixar algumas sementinhas inteiras se preferir). Desligar e acrescentar folhas frescas de orégano, salsinha e tomilho.

Para Finalizar:

Com o disco de chapati aberto, fazer uma cama de cenoura raladinha, por cima salpicar brotos de bambu ou alfafa, passar uma camada do chutney já frio, acrescentar uma camada do paté de girassol, enrolar, espetar um palitinho e voilá, delicioso lanche nutritivo prontinho para saborear!

 

Dicas Ayurvédicas para a alimentação no Outono/Inverno

Como estamos todos integrados com nossa natureza interna e externa, assim , como na premissa alquímica “o que está em cima é como está embaixo”, igual acontece com nosso corpo e mente nos diferentes períodos, temperaturas e estações.

Somos constantemente atingidos pelas mudanças climáticas, assim também como temos uma grande participação nessas mesmas alterações. O movimento é fluído, contínuo e de mão dupla! Logo, se faz frio lá fora, a tendência é esfriar lá dentro, se sentimos nosso organismo ressecado devemos observar a característica do ar ao nosso redor e por aí vai…

Se o Outono carrega as características seco e frio  – basta observar as plantas secarem ao nosso redor, as folhas caindo, o vento rasgando seco e frio – devemos observar esses atributos em tudo o que nos cerca: o que esfria o meu corpo, o que “seca” não somente meu corpo, mas meus sentimentos? Ganhe consciência dessas questões e evite alimentar-se das situações que irão “agravar” essas características.

Em termos práticos, leve essa premissa para sua mesa e refeições diárias, escolha alimentos que irão “olear” levemente os órgãos, que irão nutrir, aquecer…, fica a dica: leite vegetal (para olear), quentinho com uma pitada de óleo de coco e canela em pó (para aquecer), um pouquinho de melado para adoçar (e nutrir)…

Não se deve esquecer que apesar desse ser um período para ingerir alimentos mais quentes, logo, cozidos, o prana (energia vital) deve ser mantido durante a dieta diária, então abuse dos verdinhos frescos levemente refogados 😉

Uma receitinha especial com a premissa ayurvédica para o Outono:

Caldo de Batata Doce e Ora pro nóbis

Cozinhar na água 4 batatas doces médias sem casca e picadas, quando já estiverem macias batê-las no liquidificador ou mixer, enquanto isso refogue na panela 1 colher de sopa de ghee, 1 c de sopa de semente de mostarda preta, uma pitadinha de assafétida, 1 c de chá de cominho em pó, 1 c de chá de cúrcuma fresca ralada ou em pó, 1 c de chá de gengibre fresco ralado e 1 canela em pau, então acrescentar 1 x de folhas de ora pro nóbis picadas, desligar e misturar ao caldo de batata doce, acertar o sal e acrescentar mais verdinhos como salsinha, tomilho e orégano frescos.

Acompanha com um bom pão de fermentação natural levemente aquecido na frigideira com óleo de coco e bon apetit!

 

Você pensa que isso é simplesmente um caldo de lentilha?!

Ela é pequenininha, verde musgo, de sabor comum, não muito apreciada pelo granfinos, mas está sempre presente em uma das datas mais festejadas (Ano Novo), é grande amiga parceira dos vegetarianos (riquíssima em proteína vegetal), simpatiza facilmente com outros pratos, é flexível para receber diferentes temperos, então eu pergunto “Por que não a lentilha”???

Mais como um desabafo, toda vez que ensino alguma receita utilizando as lentilhas durante os cursos, sempre vejo alguém torcendo o nariz do tipo “mas é uma receita tão simples”, “poderia usar o grão de bico”, “não vai ter gosto de nada”, e adivinhem? Depois de pronta, ela é a grande estrela do banquete: Dhall de lentilhas com leite de coco!

Vai lá, é fácil, vale à pena:

Toste as especiarias separadamente e então pile ou triture as num processador de café: 1 c de sopa de feno grego, 1 c de sopa de coentro em grão, 1 c de sopa de mostarda amarela em grão, 1/4 de colher de café de assafétida.

Refogue em 2 c de sopa de óleo de coco as especiarias já prontas, 2 x de lentilha seca partida, acrescente água fervendo, tampe de deixe cozinhar, enquanto isso…

Prepare o leite de coco da seguinte forma, após congelar um coco marrom por 2hs, retire o do congelador e coloque o direto na boca do fogo, vá girando até queimar seus pelinhos e perceber que o coco começou a rachar, espere esfriar um pouco e bata com um martelo até abri lo (será fácil e rápido), então solte facilmente a polpa branca que será usada junto a pele fina marrom, dispense a casaca dura e a água que provavelmente estará congelada.

Bata por alguns minutos a polpa do coco com água o suficiente para cobrir, então coe o leite com a ajuda de um voal, e acrescente o leite coado na lentilha e deixe cozinhar até evaporar o excesso de água. Se preferir (eu adoro), acrescente folhas frescas de salsinha e coentro antes de servir!

A dica é: monodieta de lentilha vez em quando, nutre o corpo e trabalha nosso senso de necessidade de sempre achar que falta algo mais! Optemos pelo simples, bom e saboroso!

Abusou? “Desabuse” então!

Infelizmente essa é uma tendência do ser humano – chegar a limites extremos para tomar então as devidas providências! Claro que, quanto maior a atenção, menor o risco de causarmos danos a nós mesmos desnecessariamente. Isso em todos os aspectos de nossas vidas: relacionamentos, trabalho, família, e claro, comida!

Para a Ayurveda, não existe o remedinho “isso para curar aquilo”, é sempre bem vinda a postura do auto cuidado e preservação, mas quando enfiamos o pé na jaca, por que não tomarmos uma “pílula de consciência”? Nesse caso, nossa pílula consiste numa panelada de arroz bem cozidinho, com cenourinha ralada, ghee, gengibre fresco ralado, um dentinho de algo picadinho e uma pitada de amor ❤ para os casos de acúmulo de ama (toxinas): indigestão, febre, congestão, gripes e por aí vai…

Cozinhe o arroz branco cateto pelo dobro de tempo utilizando 1 parte de arroz para 8 partes de água, e acrescente todo o restante mais no final, com uma pitadinha de sal do Himalaya e deguste da papinha em pequenas doses várias vezes ao dia até sentir-se mais fortinho e pronto para devorar um bom risoto vegan (a receita desse fica pra próxima!).

Aproveitando as bananas e deu nisso: bolinho de baunilha, cumaru, e chai, sim chai!

Foi fácil… bastou ver as bananas orgânicas pretejando a cada dia e finalmente decidir, ok bolo de banana!

Mas a cada criação um novo sabor…, tudo depende do que se tem na dispensa, e quanto menos melhor, acreditem!

Dessa vez o sabor foi uma surpresa e tanto, ingredientes fáceis, receita simples, combinação ideal, e não vejo a hora de chegar o café da manhã para degustar na companhia do bom e brasileiro cafezinho…

Vale lembrar que o chai acrescentado na receita deu um toque todo especial, mas pode-se utilizar as especiarias separadamente: canela em pó, cravo em pó, noz moscada em pó, cúrcuma em pó e cardamomo em pó, só as especiarias doces e levemente picantes, ideais para o outono inverno…

No liquidificador foi nessa ordem:

  • 1 c s de linhaça triturada e embebida no leite de arroz por 10 minutos
  • 1/2 xícara de leite de arroz
  • 1/2 x de ghee (ou óleo de coco)
  • 5 tâmaras hidratadas por alguns minutos (quanto mais tempo melhor!)
  • 5 c s de melado
  • 1 c c de mistura pronta de chai
  • 2 sementes de cumaru raladas
  • 1 fava de baunilha
  • 3/4 xícara de flocos de quinoa
  • 1 xícara cheia de trigo integral

Bate tudo, desliga, acrescenta 15 castanhas do Pará picadas, 1 c c de bicarbonato em pó e 1 c s de vinagre de maçã, mexa delicadamente e já transfira para um forma de furo no meio untada com ghee (ou óleo de coco), bananas picadas em rodelas, açúcar demerara, quinoa em flocos e canela em pó, vai pro forno pré aquecido por 30 minutos, e seja feliz, muito, muito feliz!

Refogadinho de batata doce, espinafre e gergelim preto

Essa delícia de tubérculo combina com tudo, dá pra fazer búrguer, puré, maionese vegan, docinho, fritinha no ghee e por ai vai…, mas hoje faremos da forma como gosto: simples e eficaz!

Batata é batata, quanto mais macia melhor! Cozinhe então no vapor até ela atingir essa textura que nos remete tanto a infância, afinal quanta sopinha de batata doce tomamos para crescermos fortinhos não?!

Quando ela estiver nesse ponto, acrescente um maço de espinafre picadinho (para 3 batatas médias), desligue e mantenha a panela tampada por 5 minutos, assim além do verdinho cozinhar no vapor, ele ficará al dente e com todas as suas propriedades resguardadas!

Em uma frigideira toste com cuidado 2 c de sopa de gergelim preto e macere os no pilão, reserve. Nessa mesma frigideira derreta 1 c de óleo de palma e refogue 1 c de sopa de cúrcuma fresca ralada e 1 c de café de noz moscada ralada, acrescente o gergelim, desligue e derrame essa mistura sobre as batatas e espinafre, finalizando com shoyo e uma pitada de sal do Himalaya.

Opte pelo simples, assim como devemos fazer com os nossos sentidos de percepção – resguarde e coloque-os ativos escolhendo exatamente onde irá colocar a sua atenção, gastar sua energia, preste atenção como você está a alimentar seus cinco sentidos respondendo à essas peguntas para si mesmo: o que tenho assistido ultimamente? o que tenho dito ultimamente? quais os aromas que tenho escolhido ou que tem me agradado? como está meu toque, suave, pesado? Os órgãos dos sentidos obedecem a nossa mente, então perceba como os tem utilizado, assim terás um termômetro a quantas andas tua mente…

Inhame Inhame! Com caldinho de feijão fradinho :)

Muito se fala do inhame e seus benefícios e pouco se fala das inúmeras possibilidades em utilizá-lo…, salvo um livro que sou fã, da Sônia Hirsh, aproveitem e deem uma espiadinha!

Para essa entrada repentina de friozinho, por que não um caldinho mais nutritivo, detox, diurético e quentinho? Pois bem, a combinação do feijão fradinho com o inhame produz essa maravilha: enquanto limpa o sangue, auxilia na eliminação do excesso de líquido e ainda faz nosso estômago feliz por aquecê-lo sem pesá-lo!

Vamos lá, toda leguminosa deve ficar de molho na água por pelo menos 24hs, assim elas liberam as substâncias tóxicas e de difícil digestão. Se puder, troque a água entre 2 e 3 vezes, dispensando totalmente as águas. Essa dica apesar de ser geral, é muito enfatizada pela Ayurveda, principalmente para os biotipos vata, que costumam produzir gases com mais facilidade.

Prefira cozinhar o feijão em panela de barro, aquecendo ainda mais sua propriedade. Para a medida de 2x de feijão, pode-se utilizar em média 2 inhames médios descascados e picados. Acrescente o inhame no feijão após cozedura parcial do grão, senão ele amolece demais e some o caldo!

Prepare um refogado separadamente, utilizando 1 c de sopa de ghee (manteiga clarificada), 2 folhas de louro, 1 c de sobremesa de cominho em grão, 1 c de sopa de mostarda preta em grão e um pedacinho de gengibre fresco ralado, e se quiser mais apimentando acrescente 1 c de chá de pimenta fresca dedo de moça, afinal, as especiarias além de darem sabor facilitam ainda mais a digestão dos grãos pesados, então nunca é demais! Derrame o refogado na panela onde os grãos e inhame estão quase cozidos, acrescente pitada de sal e deixe terminar de cozinhar com a panela tampada e assim que tiverem macios faça sua escolha: sopinha com textura e pedacinhos ou creme batido, experimentei das duas formas e ficam uma delícia, lembrando de acrescentar cebolinha picadinha no final, enjoy!