Por que mesmo meditar?

Quando estamos imersos na vida cotidiana, acordando, trabalhando, comendo, indo ao terapeuta, exercitando o corpo, indo pra aula de yoga ou tai chi ou outra coisa, sem estarmos presentes, acabamos por cair na mesmice ou na “normose” (como dizia nosso amado mestre Prof. Hermógenes).

normose

Isso acontece por falta de vigília, clareza…Uma ferramenta importante para retomarmos a verdadeira prática da presença, é lembrarmos e nos questionarmos “qual o meu propósito?”, “o que busco nessa vida?” e aguardar. Muitas respostas prontas já confeccionadas por nossa mente rapidamente vem à tona, como “quero ter paz de espírito”, “busco ser mas calma” ou mesmo “ser feliz” e por ai vai…

Clichês à parte, todos queremos, desejamos verdadeiramente sermos felizes não? Planejamos e buscamos agir para que esse plano se realize, mas algo no meio do caminho acontece que faz com que novamente caiemos em antigos padrões que nos impedem de agirmos livremente nessa verdadeira busca.

Isso gera confusão, sofrimento, pois como terei paz se não consigo ter atitudes que gerem a paz? Como viver no amor se nem sei ao menos ser amoroso com os que me cercam? Por onde começar afinal? Aliás, será que quero realmente recomeçar? A resposta: quer sim! Lembra que o desejo primordial é ser verdadeiramente feliz? Então, o primeiro passo é recomeçar, vamos juntos?

meditando

Comece pelo começo, ajeite sua almofadinha, e por favor qualquer almofadinha, não se perca em comprar o zafu ideal para o seu bumbum, não se prenda nesses detalhes, são só pegadinhas da mente para retardar o teu processo! Sente-se confortavelmente (pelo menos no começo será, rs e após alguns minutos alguns desconfortos podem surgir, abstraia e continue), endireite suas costas e apenas observe o movimento da sua mente…

macaco

Ah sim! A tua mente mais parece como um macaco pulando de galho em galho? Pois bem, bem vindo ao clube, não é um privilégio só teu…, nossas mentes com as quais tanto nos identificamos são cheias de desejos, aversões e outras cositas mais…, e como uma criança que não tem noção dos limites, ela deve ser educada, sem muita repressão mas sem “soltar a corda demais”…, como encontrar esse ponto?

Quando começamos com um discurso do tipo “Preciso disso ou daquela pessoa ou situação para ser feliz” pode ter certeza que quem está no comando é a sua maleta de condicionamentos que fica muito bem armazenada na gaveta da esquerda na prateleira de cima, bem lá no alto para não ser alcançada, lá no fundo da sua mente…pegou?

dhammapada113

Sugiro que nesse momento você se questione “Isso me trará a verdadeira felicidade?”, “Algo fora de mim pode realmente me satisfazer plenamente?”. Seja sincero, imagine que terrível depender de algo ou alguém para ser feliz. E quando o objeto de desejo ou a pessoa não estiver mais lá? Estaremos aprisionados para nunca mais sermos felizes? Se for uma “meia felicidade” o que buscas, ok, continue por esse caminho, mas caso desconfie um pouquinho desse formato “me isento de qualquer responsabilidade por minha verdadeira felicidade”,  busque mergulhar em si mesmo e descobrir suas próprias respostas, nada pronto, nada normal, nada formatado, e sim a sua verdadeira experiência de si mesmo, boa viagem!

Se quiser uma dica por onde começar, opte pelo mais simples, segue uma sugestão: 

https://www.dhamma.org/pt/about/mini_anapana

Plenitude

NUTRIR, MEDITAR E AMAR,

VOCÊ CONHECE ESSE SLOGAN?

Demos apenas uma “repaginada” no tema para ele ganhar um pouco mais de sentido!

Nutrir=

alimentar o corpo e todos os nossos sentidos, incluindo nossa mente,

os pensamentos, conversas e emoções…

Assim como optamos por alimentos orgânicos, sustentáveis, saudáveis,

a premissa é a mesma para nossas escolhas mais básicas:

Como e onde vou depositar minha energia?

Que ambiente quero frequentar, próximo de quais 

pessoas quero estar e construir minha história?

Nos nutrimos a cada segundo do ar que respiramos, dos

desejos que emanamos e sustentamos, das palavras que emitimos…,

você jé reparou qual tem sido a qualidade dos “seus alimentos”?

Meditar =

diferente do que a maioria de nós imaginamos, o momento de meditação

é aqui e agora, lavando louça, tomando banho, dirigindo o carro…,

é o estado de presença em cada ato em cada momento.

Onde você está agora?

Ou melhor, por onde flutua a sua mente nesse exato instante?

Pare e se observe: você está fazendo uma coisa e pensando em outra?

Será que essa atitude “dividida” não acaba fragmentando o seu

ato e também “dividindo” e “diminuindo” a qualidade do seu ato?

Será que se ficássemos mais atentos, ou melhor serenamente atentos,

nossas escolhas não seriam diferentes das atuais?

Amar =

hum, esse sim parece ser um tema tão conhecido por nós,

mas muitas vezes tão inacessível e distante, não?

Essa crise do desamor é mundial, pois existe uma confusão

sobre a definição dessa palavra e/ou sentimento…

Atrevo a dizer que o amor é um estado de presença

onde nossa mente e espírito se sentem altamente nutridos

pelo amor e luz advindos da sensação de plenitude.

Esse amor não precisa de retorno, não cria expectativas,

não julga nem espera, pois ele não busca se alimentar de algo do lado de fora,

ele se alimenta de si mesmo e assim renova e reforça o ciclo

do dar e receber amor, assim…naturalmente…

blog2015....

Vamos praticar juntos?

Esse é o nosso desejo para você: se nutra, medite e ame!

Bom início de ano e novo ciclo!

 

 

Alquimia e Atendimento Floral Joel Aleixo

florais

Qualquer mudança em nossos hábitos traz certa resistência de nossa parte em muda-los. É comum que queiramos a todo o momento nos defender e proteger de situações que nos tragam sensações de desconforto, de vulnerabilidade e incertezas…

Mas quando aprendemos a entregar, respeitar o tempo natural dos acontecimentos, confiar que estamos no nosso caminho, aprendemos também que são justamente os momentos de transição que nos trazem profundo conhecimento do nosso ser.
É preciso somente que façamos nossa parte, estarmos abertos para que a nossa própria luz trabalhe em nós e transborde de dentro para fora.

Algumas ferramentas às vezes se tornam necessárias para que essa busca não seja tão abrupta ou pesada… Terapias alimentares, massoterápicas, florais, yoga, meditação e reiki são verdadeiras chaves para nos abrirmos verdadeiramente para este nosso novo ser.

Conheça o nosso trabalho:

– Atendimento floral Joel Aleixo, descubra sua alquimia interior, desfaça-se de antigas amarras, ganhe consciência de padrões enraizados e equilibre-se para aprender a identifica-los e transmuta-los

CONTATO – Glendha (48) 99616244

Esclarecimentos sobre o Budismo

Palestra Monge Zen Budista

 

Aproveito para compartilhar a palestra dada pelo Monge Genshô, aqui de Florianópolis que atua no Budismo Zen. O assunto aborda as diferenças entre o Budismo e o Espiritismo, questões relacionadas à morte e vida, meditação, vigília e auto conhecimento:

http://www.youtube.com/watch?v=uA_KRFbG6Vs

Façam bom proveito, as informações são precisas e valiosas pra quem quer cultivar uma mente mais sã e cheia de harmonia!

Cultivando a felicidade

Fonte  :  Matéria para o site Uol

 

DICAS PARA MEDITAR SEGUINDO O BUDISMO

O presidente da Sociedade Budista do Brasil (SBB), João Nery Rafael, acredita nos mesmos benefícios, baseado na sua própria experiência. “Com a meditação, passei a cultivar certa felicidade independentemente das condições externas, que não estão sob meu controle. Você passa ser livre e muda sua escala de valores”, revela.

Ele ensina o seu exercício preferido para quem quer praticar sozinho. Os principiantes devem sentar-se numa cadeira, sem encostar a coluna, ou no chão, sempre mantendo uma postura confortável.

“Concentre-se na respiração, cultivando o pensamento de amor universal e de bondade para todos os seres. Na inspiração, pense que você está bem, feliz e em paz. Na expiração, mentalize o mesmo para ou outros. Dirija o pensamento para cada pessoa, sejam as mais queridas ou as hostis”.

O ideal é que a prática seja diária, por alguns minutos, num ambiente calmo, sem interrupções. “Depois de algum tempo, você pode criar pensamentos sólidos como, por exemplo, o de ‘não usar o ódio como energia’. Isso o ajudará, por exemplo, a manter a calma durante um assalto ou não usar a raiva numa discussão familiar”, afirma o professor Rafael, que também é psicólogo.

Segundo ele, para a Escola Theravada de Budismo, seguida pela SBB, a meditação tem dois papéis fundamentais: desenvolver a capacidade de tranquilizar a mente e purificar as emoções aflitivas.

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No dharma


O auto-conhecimento é um caminho para aprofundarmos em nossa essência e despertarmos para as consequências de nossas escolhas.

A percepção de que somos seres em processo de evolução e que necessitamos conservar nosso corpo para que ele seja nosso instrumento de busca de equilíbrio junto à nossa mente consciente faz com que passemos a agir mais a favor da vida, considerando a reeducação de nossos hábitos, tanto alimentares quanto como  pensamentos condicionados e padrões de comportamento.

A palavra Dharma e derivada do sanscrito, língua antiga da India, e tem diversos significados, inclusive dentro da Tradição Budista. Alguns dos significados sao: retidão, dever, justiça, viver, existir.

Nosso dharma se relaciona com o que viemos realizar neste mundo, com o propósito de nossas vidas, e com o que sentimos que devemos praticar. Cada ser tem seu propósito único, seu papel fundamental na existência terrena e divina.

Muito difícil de explicar em palavras, mas muito fácil de perceber quando se pratica meditação, estado de consciência presente, mente e pensamentos claros e condizentes com nossa verdade interior.

Percebemos o trabalho como nosso dharma, e trabalhamos com o propósito de nos tornarmos pessoas mais felizes e facilitarmos a busca da verdadeira felicidade aos outros seres. Nao existe o menor significado em realizar atos que nao sejam naturais e fluidos em nosso caminho, e a cada ato inconsciente geramos sofrimento a nos e aos demais, por isso torna-se parte de nosso dharma nos mantermos alertas e dentro de nossos principios.

Cada um busca se nortear por leis ou mandamentos, dentro ou fora de alguma religiao ou filosofia, afinal fica muito vago o termo dharma se nao temos algum parâmetro do seu significado. Nossa busca, pessoalmente se norteia pelos princípios do auto conhecimento como ponto de partida, da nao violência para conosco e outros seres, do respeito as diferencas, da aceitacao nao passiva, da geracao de energias e pensamentos positivos, em harmonia com a realidade de cada momento, que pode ser agradável ou nao, o que gostaríamos que fosse ou nao.

A pratica se inicia quando aprendemos a estar atentos a cada instante, alertas aos pensamentos que surgem em nossa mente, de forma repentina e desorganizada. E claro, a sentinela as vezes falha, mas o aprendizado se estende do nao julgamento, e da nao reação. Meditar faz parte da vida de quem quer dar de cara com seus monstros e defeitos e nao amenizar as dores com antidpressivos e alienações sociais. Meditar faz parte da realidade de qualquer um que se posicione com coragem e amor frente as vicissitudes que a vida apresenta a todos os momentos.

Essa e a nossa busca! Com verdade e gratidão seguimos aprendendo com os princípios da Medicina Ayurveda, aplicamos estes princípios com nossos interagentes, produtos e serviços.

“Que todos os seres sejam felizes, que todos os seres tenham paz, amor e 
harmonia, que todos os seres se liberem de suas amarras e sofrimento.”

Morrer é Vital

Texto  :  Glendha  Kreutzer

 

Ontem, após a cerimônia e meditação zen que ocorre todas às segundas no Centro Zen Budista de Florianópolis, sentamos novamente na presença do Monge Genshô para tomarmos chá e conversarmos sobre o Dharma.

São inúmersas as pautas abordadas durante a conversa informal com o monge, mas especialmente ontem, na presença de pessoas que eu não via há tempos e outras que nunca havia visto, falamos sobre a necessidade de morrer para se viver. Parece paradoxal, mas não é…

O que seria a morte senão a continuação da vida? E a vida, senão a continuação da morte? Por que damos tanta importâcia à determinados acontecimentos em nossas vidas, se tudo, uma hora ou outra, vai passar? 

Questões como estas e muitas outras estão sempre à nos rodear. Existem muitas respostas convincentes, inteligentes, algumas felizes e outras insatisfatórias para que possamos nos conformar de que nenhuma delas é o sufciciente. Então, o que pensar? Que caminho tomar? O que fazer?

Gosto das respostas “não respostas” do zen budismo. São simples, sem filosofias e sem necessidade de grandes esforços de nossa massa cefálica. Não nos faz pensar, e sim, nos auxilia à esvaziar nossa mente de tantos conceitos e pensamentos.

O que seria o significado da vida, senão somente vivê-la? É assim que imagino e vivo a cada dia. Apenas vivendo…, e claro, quando me pego à sofrer e chorar, então eu sofro e choro. Quando me pego a sorrir, simplemente sorrio. No momento da canção, somente deixo as notas vibrarem por todo o meu ser, e dessa forma vivo a morrer…

 

Assistam e se deixem contaminar!

 

SESSHIN COM O MESTRE ZEN SAIKAWA ROSHI (23 à 25/07) em Florianópolis

Texto  :  retirado  do  site  http://www.daissen.org.br/hp/index.php?s=noticias&noticia_id=1296

Recomendo à todos que possam ir ao retiro zen. Além de ser uma técnica de meditação séria e não dogmática, o zen é uma meditação que nos leva à entrar em contato com nosso ser, em profundo estado de concentração e relaxamento, trazendo-nos sempre ao momento presente.

Vale ressaltar que o mestre que estará presente no retiro, nem sempre aparece por esses lados, é uma oportunidade única….

Glendha  Kreutzer

 

Retiro com o Mestre Saikawa Roshi em Florianópolis.

 

O Sesshin, retiro zen tradicional, é uma oportunidade para aprofundarmos na prática através da introspecção e observação profunda Num retiro zen budista, tentamos criar as condições exteriores e interiores que nos permitem afastar a agitação e dispersão da nossa mente.

Num ambiente envolvente, observamos e praticamos o silêncio, procurando falar somente o indispensável durante as atividades coletivas. A rotina de um sesshin envolve períodos de zazen (meditar sentado), intercalados com períodos de kinhin (meditar caminhando), teisho (palestras formais), oryoki (refeição em plena atenção), samu (atividades de limpeza do sodô), caminhadas meditativas e recitação de sutras.

Um retiro oferece à oportunidade de experienciar a vida de uma forma mais leve e receptiva. Ao estarmos mais atentos e conscientes de tudo, das nossas relações de interdependência com os outros, refinamos a nossa habilidade de vivermos no “aqui e no agora”.

Local: Vila Fátima – Casa de Retiros Morro das Pedras – sul da Ilha de Sta. Catarina

Data: 23 à 25 de julho

Início: às 19hs do dia 23/07 Término: 13hs do dia 25/07

Valores: 140,00 – membros / 170,00 – contribuintes / 190,00 – não contribuintes (podemos parcelar com cheque)

Inscrições e informações com Juliana: juliana@chalegre.com.br – 9971.1323 ou 3225.8896

Vídeozinho maneiro!

Texto  :  Glendha  Kreutzer  /  Vídeo  :  youtube

Como não é só de textos sérios que nos alimentamos, resolvi colocar o link abaixo para que todos possam reservar uns minutinhos e assistir à esse vídeo animado engraçadíssimo à respeito de nossos padrões comportamentais.

 

Porfavor assistam!

 

 

Ahhhhh, e qualquer identificação é mera coincidência!