Santosha – contentamento

Essa noite vou adormecer feliz, felizmente acordada de que isso também passará…

Essa noite pedirei por todos aqueles que sofrem, e assim como eu, sabem que isso também passará…

Pedirei também por aqueles que se afligem e se esquecem de quem realmente são, assim como eu…

Dormirei o sono daquele que deseja despertar e não desejar mais nada, à não ser estar exatamente onde está fazendo a única coisa que poderia ser feita.

Sonharei que as diferenças, dores e sofrimento são delusões de nossa mente coletiva. Sonharei que o ciclo da expansão chega ao fim, e que finalmente retornamos para dentro de nossas casas, para poder varrer todo o restante da barbárie que há tanto viemos acumulando debaixo do tapete, pelos cantos da cozinha, atrás da porta…

Acredito que não há realmente para quem orar durante a noite que atravesso. Não há mais ninguém lá fora que possa me dar a mão e dizer o quanto somos todos amados e perfeitos como somos. Acredito, e portanto passo a ser.

Sendo como é, não se permite a brecha das conjecturas, que nada mais são do que amontoados móveis velhos e bichos empalhados pendurados na parece que não sustenta mais nada além de de conceitos e ilusões. Derrube-as todas, eu digo, uma a uma, e veja a beleza brotando do inesperado!

Ao acordar dessa longa noite de sono, terei novamente aquela incômoda sensação de ainda estar dormindo…, mas dessa vez perceberei o vazio de todas as coisas.

Na roda de samsara

Estou triste, estou tão triste que me sinto virada do avesso, atropelada pelas minhas próprias fraquezas e limitações.

Quando poderei enxergar o que está além do ego? Quando poderei estar no mundo sem ser do mundo? Não quero mais me identificar com isso tudo, não quero mais estar tão cega a ponto de não ver o evidente que se apresenta bem na minha frente.

Me sinto tão fraca e desencorajada em continuar, e não compreendo tanta maldade gratuita, é tão mais gostoso se sentir amado e protegido…, por onde tenho caminhado, por estar me identificando tanto, senão dentro de minha própria mente?

Quero liberação, acima de tudo, de todos os prazeres, de todas as vontades, acima da satisfação, dos elogios, das realizações, quero liberação…estou pronta, quero estar pronta para me desfazer de tantos padrões que me aprisionam em minha própria sombra, que obscurecem minha visão, que me tiram do meu propósito maior.

Estou tão cansada de lutar, vou embarcar e navegar por cada canal, veia, tecido, órgão, impressão, coração…, não deixarei sequer um grão de auto importância escondido por entre as artimanhas de uma mente cega e doente.

Confio e passo a me sentir embalada nos braços da bem aventurança, do verdadeiro amor, aquele que não se divide, não separa, não atua, simplesmente repousa.

O ritual do novo ciclo

Texto por Glendha Kreutzer

 

 

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Independente da religião ou calendário que se siga, qualquer cultura há de convir que os movimentos cíclicos fazem parte dos processos de entendimento e aprendizado de nossas vidas. Talvez pelo fato indiscutível da existência da roda do nascimento, crescimento, degeneração e morte. Não adianta mumificar ou embalsamar os corpos, enterrar os bens ou congelar os genes…, qualquer tentativa de eternizar ESSA VIDA, ou seja, eternizar o ego, personalidade e tudo o mais que criamos ao nosso redor que gere apego e identificação, será em vão.

Não gere medo ou angústia ao se deparar com essa realidade. Ela não é boa nem ruim, simplesmente é como é. Nossa mente sofre ao perceber que não terá como sobreviver eternamente. Ela não sabe que é alma, espírito e luz. Ela se engana, nós nos enganamos e passamos a acreditar no sonho desta vida. Viva essa vida pelo o que ela é, pelo o que você é agora. Não somos especiais, não acredite que és um mestre só porque medita, pratica yoga e tens alguns bocados de vislumbres pacíficos em sua mente. Não se sinta superior ao outro porque sabes recitar mantras, viveu na Índia ou esteve na presença de professores inspiradores. Esse é um grande erro! Lembre-se que se estás em contato com essas práticas espirituais, de duas uma: ou possuis mérito e por isso te chegam ferramentas que te auxiliam a perceber e se livrar de parte do seu sofrimento, ou és um verdadeiro necessitado de ajuda, portanto realmente necessitas por um tempo estar próximo dessas práticas e mestres.

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Um pouco de inspiração para a sua prática:

Como cultivar a mente verdadeiramente consciente? Se queremos transmutar o sofrimento, não sermos o que pensamos ser, e sim enxergar as coisas como elas realmente são, é preciso tapas, forte determinação, desejo ardente em se libertar das distrações da mente:

“A mente não cultivada flutua por causa dos hábitos de comportamento, e, por estar ciente disto, Patanjali apresenta métodos de concentração no espírito universal de Deus, ou na respiração, ou naqueles que alcançaram a libertação pela prática do yoga, ou em qualquer coisa que seja condizente com a natureza da pessoa. Ao seguir esses métodos, o praticante desenvolve uma mente cultivadae, com esta, analisa corretamente, raciocina com exatidão ou, sem se deixar interferir pelos objetos do mundo externo, nem analisa enm raciocina, mas, sim, permanece em silêncio. Quando o cérebro cultivado fica em silêncio, é o estado de graça, e nele, o praticante vivencia a essência de seu ser. (…)

Patanjali nos adverte que não devemos nos deixar prender por essa quietude. Há mais coisas além dela, conhecida como a nascente da nossa própria consciência. Se você alcançar a tranquilidade da consciência e se mantiver nesse estado, lembre que existe um despenhadeiro conhecido como yoga-bhrasta, que significa “expulso do estado de graça do yoga”. Isso ocorre quando a pessoa fica presa nesse estágio, imaginando que é o fim do yoga. A prática deve continuar, uma vez que deve culminar, segundo Patanjali, no vislumbre da alma. Assim, da flutuação á quietude, da quietude ao silêncio, do silêncio ao vislumbre da alma, transcorre a jornada do yoga. Com intenso esforço e profunda fé, você tem de recarregar as baterias de sua inteligência para atravessar as vibrações da consciência e descobrir onde elas acabam. Ao atingir esse estado, você desenvolve uma consciência madura conhecida como inteligência experiente ou madura, que não se abala, e você se torna um só com a essência do seu ser. Isso é conhecido como nirbija-samadhi, ou samadhi sem semente.” (A árvore do yoga – B.K.S Iyengar).

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Meditação não se ensina nem se aprende, simplesmente se pratica. Posso orientar pessoas que me procurem como terapeuta, posso oferecer diferentes técnicas para que juntos possamos tranquilizar nossas “mentes-mico”, mas isso acontece como uma troca, um aprendizado mútuo, o fortalecimento do propósito, da sangha. Posso contar como venho trilhando meu caminho mas não posso apontar o caminho para ninguém…, desejo profundamente que acima de tudo, nos liberemos do nosso ego-existência, da importância pessoal, dos apegos que nos prendem à essa existência fazendo com que acreditemos profundamente que ela se resume somente à isso, a essa vida, esse corpo que cultuo e cuido, essa inteligência da qual me orgulho, esse ser com quem compartilho minha vida, esse trabalho que executo, essa casa ou cidade onde moro, essa roda de amigos, esses hábitos do dia a dia, esse meu, seu, teu, nosso!

Que todos os seres se liberem se suas amarras de sofrimento, que possamos aproveitar a influência dos ciclos, desse ciclo específico ao qual chamamos de “ano novo” e reafirmarmos nossos propósitos, fortalecermos nossa prática pessoal e caminharmos livres de tantos medos, apegos e aversões.

 

 

 

Receita para um Café da Tarde Especial

Esses dias de chuva em Florianópolis proporcionam momentos de maior introspecção, e claro, imersão na cozinha! Nada melhor do que “testar” novas receitas e degustá-las em boa companhia, com um bom café orgânico polvilhado de cardamomo em pó, uma boa leitura com o livro “O caminho da Prática” e a presença de um gato branco a tudo observar e abençoar 🙂

Gatos e livros à parte, a arte das panelas e temperos se assemelha a liberdade do artista em frente a sua tela em branco, sem cobranças, nem regras, mas apenas o estado de presença e um toque de bom senso e estética pessoais!

Meus toques são culinários e tem à ver com as pitadas de conhecimento e prática ayurvédica que venho experimentando em meu laboratório da vida: arriscar, observar, sentir, não julgar, aceitar, recolher. Algumas receitas e relações nos trazem dor e sofrimento, impressões a serem limpas e trabalhadas no âmago de nosso ser, outras nos fazem rir e chorar de alegria…, não há nada “bom” ou “mau”, “certo” ou “errado”, há somente o espaço a ser criado para podermos contracenar em meio aos dramas e traje comédias kármicos!

Para completar o texto, só faltava a receita hein, lá vai!

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Bolo de Ameixa com Cardamomo, Nozes e Iogurte

1 xíc de iogurte integral natural (pode substituir por leite vegetal de coco)

12 ameixas sem caroço

1 xíc de trigo integral

1 xíc de aveia em flocos finos

1/2 xíc de açúcar mascavo

1/2 xíc de água (pode substituir por suco de laranja)

1/2 xíc de ghee (pode substituir por óleo de coco)

1 colher de sopa de semente de cardamomo

1 colher de chá de masala chai

1/2 xíc de nozes picadas

2 colheres de sopa de linhaça moída na hora

1 colher de sobremesa de bicarbonato

1 colher de sopa de vinagre orgânico de maçã

Bater no liquidificador as ameixas com os líquidos (suco, água, iogurte) até formar um creme, então derramar essa mistura numa bacia com os outros ingredientes (menos o bicarbonato e vinagre), mexendo com uma colher de pau, aproveitando para sentir o aroma do cardamomo e masala chai!

Assim que tiver homogêneo, acrescente o vinagre e bicarbonato mexendo delicadamente, e rapidamente coloque a mistura numa fôrma untada com furo no meio e leve para assar em forno pré aquecido por 35′.

A Cobertura – diluir 1 colher de sopa cheia de óleo de coco com 5 colheres de sopa de água, 2 colheres de sopa de mascavo e 2 colheres de sopa de cacau em pó (daquele verdadeiro, que vem em “massa”, faz toda a diferença!), levar ao fogo mexendo por 5′, derramar no bolo ainda morna.


DICA: Se preferir que o aroma do cardamomo se intensifique, toste as sementinhas numa frigideira e moa num pilão antes de acrescentar a massa.

Como sugerido na receita, se preferir a opção 100% vegana da receita, substitua os ingredientes como orientado, da super certo e fica uma delícia igual!


Nem precisa falar o quanto essas especiarias fazem a grande diferença nessa receita: o cardamomo auxilia na digestão do iogurte e a masala chai “aquece” o bolo, facilitando a digestão inclusive das farinhas!

A opção em não acrescentar ovo e maneirar no açúcar, possibilita que esse bolo seja ingerido além dos Vatas, pelos Kaphas (com moderação) e pelos Pittas, façam bom proveito!

Texto e receita por Glendha Kreutzer

Oficina Prática Nutrição Ayurveda

Mais divertido do que “ensinar” algo, é “trocar” e “compartilhar” experiências e conhecimentos…, essa é a nova proposta de abrir os cursos de alimentação nesse semestre.

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Após um tempo de reflexão e reavaliação que tive durante o início desse ano, pude perceber que o resultado ou consequência do trabalho, é a própria execução do mesmo, ou seja, colho ao mesmo tempo em que semeio, aprendo enquanto ensino, e não levo mais tudo tão à sério e me divirto a cada momento!

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Por que os métodos de ensino e experiências, e a própria vida deve ser séria para que seja considerada “íntegra” ou “verdadeira”, ou mesmo “confiável”? Por que nos enrijecemos tanto à ponto de não percebermos que o estanque é o medo do que pode-se abrir com o novo?

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Quando falamos em Ayurveda nos esquecemos que estamos nos referindo à própria natureza, à uma visão holística do mundo e da vida, então como oferecer um curso ou prática sobre esse tema sem estar pronto para o inesperado? Como realizar uma oficina prática com receitas pré determinadas achando que sabemos o resultado do que acontecerá nas panelas? Cada mão oferece uma intenção diferente ao mexer a colher de pau, cada escolha (mesmo que do mesmo ingrediente) possui uma proporção diferente, cada especiaria pode se comportar à sua maneira conforme quem a manipula!

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Aceitar o presente da vida, o que se abre, sem manipular, sem controlar, mas simplesmente perceber a beleza dos acontecimentos assim como são, isso pra mim é Ayurveda!

Profundo agradecimento pelo aprendizado dessa última Oficina, a presença de cada um me ensinou algo diferente, que todos possam tirar proveito dos momentos que tivemos e que possam criar e escrever as receitas de suas próprias vidas!

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Por Glendha Kreutzer

Ayurveda como um ofício…, pode?

Quando se brinca de viver obtém-se a liberdade de nada saber e tudo experimentar, sem medo nem cobrança.

Sou profundamente grata a todos os ensinamentos que tenho recebido nessa vida, mas não creio ser falta de humildade o fato de não ter intitulado ou seguido alguém a quem pudesse chamar de “meu mestre”.

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Tive muitos mestres e todos eles mal sabiam que os eram…, e na verdade foi isso que os fez excelentes e verdadeiros professores.

Não nego também o valor dos ensinamentos técnicos que recebi, mas como sempre fui uma “anarquista anti método”, eu era aquele aluna que se distraia com o voo de uma borboleta quando o assunto era “aprender um ofício”. O ofício a meu ver já é o próprio viver… flexibilizar quando necessário, impor-se quando necessário, sorrir e todo o resto que implica o relaciona-se e o contemplar.

A beleza do mundo é que tem lugar para todos, e se cada um desempenhar sua função na grande engrenagem cósmica, a roda gira naturalmente, e para essa magia acontecer todos devem empoderar a cada um e não subjugar à ninguém.

Termos como “mercado de trabalho”, “vencer na vida” me arrepiam a espinha e roubam qualquer brecha de inspiração, pois são palavras e conceitos vazios de amor, arte ou vida.

Como pode então essa era que vivemos que tudo (e todos) estão destinados ou arriscados a virarem produtos? Na terra onde o cuidado da vida na forma de Medicina é coisa de gente bacana e para poucos, o que esperar então no que será transformada também à Medicina Ayurveda?

Conceitos, conceitos, conceitos, liberemo-nos de todos…, não presta nem um só, acreditem!

Que possamos criar um novo vocabulário pautados na expressão livre dos nossos espíritos superiores e que manifestemos a nossa essência sem vergonha ou medo de julgamento.

Que possamos estarmos todos liberados das velhas amarras de todas as certezas, que tenhamos espaço para errar, errar, errar, e poder brincar com tudo isso, viva a liberdade de ser quem se é!

 

Por Glendha Kreutzer

 

 

Ahhh a canela…

Hoje acordei com muitos pensamentos na mente, mas o bom é que o último sempre grita bem alto dizendo “vai meditar”! E eu normalmente obedeço, haha! Mas me vinha sempre o questionamento “você abandonou a escrita, faz tempo que não posta um recado, receita, mensagem, nadinha naquele blog tão nutritivo”…bom, e como ultimamente tenho praticado o estado de presença acima de tudo, deixei as coisas fluírem durante o dia até se apresentar a inspiração do momento ” como pode alguém viver sem um punhado de canela em pó em sua cozinha?”, e aí vai:

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Ela vai desde os usos mais populares como banana amassada com canela, pitada de canela no chocolate quente, um bom punhado de canela em pó por cima do arroz doce, o infalível chá de canela e gengibre para aquecer no inverno, até as mais raras e desconhecidas receitas como canela em pó, mel e borra de café para o banho depurativo, canela em rama pilada para a receita da Garam Masala, emplastro de gengibre, canela e pimenta do reino para ativar a digestão, óleo essencial de canela para dores reumáticas e outras funções a mais que qualquer site ou blog informativo poderá exemplificar melhor, pois o que me interessa realmente é PERCEBER A CANELA!

Percebendo a canela: quente, seca, aromática, envolvente, ativa, intrigante, sedutora, democrática, popular, essencial…, quer mais? Ok vamos desenvolver um pouco: é ela, junto à baunilha, quem tira o gosto de ovos das sobremesas, ela acelera o metabolismo ajudando nos processos de emagrecimento, por ser quente, ela também ativa a circulação aquecendo as extremidades do corpo, ela também é ultrafrodisíaca, não é balela não!

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Uma borrifada de água com álcool de cereais, óleo essencial de laranja com canela no ambiente e pronto, qualquer angústia ou depressão se dissipa, alegrando as energias!

“Canela, fazedora de amizades, para encontrar quem o pegue pela mão, quem corra e ria com você”

“E para os outros de olhos de pedra, Canela destruidora de inimigos para lhe dar força, força que crsce em suas pernas e braços e principalmente em sua boca até você acabar gritando ‘Não!’ bem alto para fazer com que, surpresos, eles parem” –  Trecho do Livro A senhora das Especiarias

E antes mesmo de achar um absurdo qualquer pessoa não ter, que seja uma pequena rama, um pacotinho da canela em pó, logo os pensamentos se esclarecem em minha mente: “essas pessoas não tiveram avó ou pelo menos não se lembram delas, pois se lembrassem…”.

A canela é a nossa ancestral matriarcal, inspiradora de grandes romances e navegações, sua presença trabalha e liberta a consciência da escravidão, trazendo a percepção dos karmas passados ajudando a liberá-los de forma harmônica e verdadeira.

Ela não permite que mais nada se esconda, assim como seu aroma quando ativado nas panelas de barro!

Sugestão do dia: Aproveite para chacoalhar aquele tapete onde costuma varrer umas sujeirinhas para debaixo…, sabe qual é? Parecido com aqueles padrões de comportamento que costumamos justificar dizendo “Mas eu sou assim mesmo, não posso mudar”, ou afirmações rígidas como “Quem quiser que me aceite desse jeito”, ou ainda aquela famosa “Não tem nada de errado comigo, o problema é do outro”, haha, converta essa tagarelice mental de boicote em meditação na cozinha:

Banho depurativo – passe um café bem gostoso, tome o na companhia de um bom pedaço de bolo integral de milho, resgate a borra do café e misture com uma colher de chá de canela em pó e uma colher de sopa de mel, mexa e se quiser acrescente 2 gotas de óleo essencial de gerânio e de laranja, vá para o seu banho e limpe tudo da sua mente através das águas derramadas pelo chuveiro, peça lucidez para os tempos difíceis, paciência com seu vizinho e aproveite também para agradecer a água limpa, cheia de prana, que te une à Mãe Divina, no final de tudo, despeje um pouco da mistura na palma da mão e esfolie pacificamente a pele de cada parte do seu corpo com movimentos circulares, no final remova com água e vá pra cama fazer uma auto massagem, você merece!

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Por que mesmo meditar?

Quando estamos imersos na vida cotidiana, acordando, trabalhando, comendo, indo ao terapeuta, exercitando o corpo, indo pra aula de yoga ou tai chi ou outra coisa, sem estarmos presentes, acabamos por cair na mesmice ou na “normose” (como dizia nosso amado mestre Prof. Hermógenes).

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Isso acontece por falta de vigília, clareza…Uma ferramenta importante para retomarmos a verdadeira prática da presença, é lembrarmos e nos questionarmos “qual o meu propósito?”, “o que busco nessa vida?” e aguardar. Muitas respostas prontas já confeccionadas por nossa mente rapidamente vem à tona, como “quero ter paz de espírito”, “busco ser mas calma” ou mesmo “ser feliz” e por ai vai…

Clichês à parte, todos queremos, desejamos verdadeiramente sermos felizes não? Planejamos e buscamos agir para que esse plano se realize, mas algo no meio do caminho acontece que faz com que novamente caiemos em antigos padrões que nos impedem de agirmos livremente nessa verdadeira busca.

Isso gera confusão, sofrimento, pois como terei paz se não consigo ter atitudes que gerem a paz? Como viver no amor se nem sei ao menos ser amoroso com os que me cercam? Por onde começar afinal? Aliás, será que quero realmente recomeçar? A resposta: quer sim! Lembra que o desejo primordial é ser verdadeiramente feliz? Então, o primeiro passo é recomeçar, vamos juntos?

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Comece pelo começo, ajeite sua almofadinha, e por favor qualquer almofadinha, não se perca em comprar o zafu ideal para o seu bumbum, não se prenda nesses detalhes, são só pegadinhas da mente para retardar o teu processo! Sente-se confortavelmente (pelo menos no começo será, rs e após alguns minutos alguns desconfortos podem surgir, abstraia e continue), endireite suas costas e apenas observe o movimento da sua mente…

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Ah sim! A tua mente mais parece como um macaco pulando de galho em galho? Pois bem, bem vindo ao clube, não é um privilégio só teu…, nossas mentes com as quais tanto nos identificamos são cheias de desejos, aversões e outras cositas mais…, e como uma criança que não tem noção dos limites, ela deve ser educada, sem muita repressão mas sem “soltar a corda demais”…, como encontrar esse ponto?

Quando começamos com um discurso do tipo “Preciso disso ou daquela pessoa ou situação para ser feliz” pode ter certeza que quem está no comando é a sua maleta de condicionamentos que fica muito bem armazenada na gaveta da esquerda na prateleira de cima, bem lá no alto para não ser alcançada, lá no fundo da sua mente…pegou?

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Sugiro que nesse momento você se questione “Isso me trará a verdadeira felicidade?”, “Algo fora de mim pode realmente me satisfazer plenamente?”. Seja sincero, imagine que terrível depender de algo ou alguém para ser feliz. E quando o objeto de desejo ou a pessoa não estiver mais lá? Estaremos aprisionados para nunca mais sermos felizes? Se for uma “meia felicidade” o que buscas, ok, continue por esse caminho, mas caso desconfie um pouquinho desse formato “me isento de qualquer responsabilidade por minha verdadeira felicidade”,  busque mergulhar em si mesmo e descobrir suas próprias respostas, nada pronto, nada normal, nada formatado, e sim a sua verdadeira experiência de si mesmo, boa viagem!

Se quiser uma dica por onde começar, opte pelo mais simples, segue uma sugestão: 

https://www.dhamma.org/pt/about/mini_anapana

Plenitude

NUTRIR, MEDITAR E AMAR,

VOCÊ CONHECE ESSE SLOGAN?

Demos apenas uma “repaginada” no tema para ele ganhar um pouco mais de sentido!

Nutrir=

alimentar o corpo e todos os nossos sentidos, incluindo nossa mente,

os pensamentos, conversas e emoções…

Assim como optamos por alimentos orgânicos, sustentáveis, saudáveis,

a premissa é a mesma para nossas escolhas mais básicas:

Como e onde vou depositar minha energia?

Que ambiente quero frequentar, próximo de quais 

pessoas quero estar e construir minha história?

Nos nutrimos a cada segundo do ar que respiramos, dos

desejos que emanamos e sustentamos, das palavras que emitimos…,

você jé reparou qual tem sido a qualidade dos “seus alimentos”?

Meditar =

diferente do que a maioria de nós imaginamos, o momento de meditação

é aqui e agora, lavando louça, tomando banho, dirigindo o carro…,

é o estado de presença em cada ato em cada momento.

Onde você está agora?

Ou melhor, por onde flutua a sua mente nesse exato instante?

Pare e se observe: você está fazendo uma coisa e pensando em outra?

Será que essa atitude “dividida” não acaba fragmentando o seu

ato e também “dividindo” e “diminuindo” a qualidade do seu ato?

Será que se ficássemos mais atentos, ou melhor serenamente atentos,

nossas escolhas não seriam diferentes das atuais?

Amar =

hum, esse sim parece ser um tema tão conhecido por nós,

mas muitas vezes tão inacessível e distante, não?

Essa crise do desamor é mundial, pois existe uma confusão

sobre a definição dessa palavra e/ou sentimento…

Atrevo a dizer que o amor é um estado de presença

onde nossa mente e espírito se sentem altamente nutridos

pelo amor e luz advindos da sensação de plenitude.

Esse amor não precisa de retorno, não cria expectativas,

não julga nem espera, pois ele não busca se alimentar de algo do lado de fora,

ele se alimenta de si mesmo e assim renova e reforça o ciclo

do dar e receber amor, assim…naturalmente…

blog2015....

Vamos praticar juntos?

Esse é o nosso desejo para você: se nutra, medite e ame!

Bom início de ano e novo ciclo!

 

 

Alquimia e Atendimento Floral Joel Aleixo

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Qualquer mudança em nossos hábitos traz certa resistência de nossa parte em muda-los. É comum que queiramos a todo o momento nos defender e proteger de situações que nos tragam sensações de desconforto, de vulnerabilidade e incertezas…

Mas quando aprendemos a entregar, respeitar o tempo natural dos acontecimentos, confiar que estamos no nosso caminho, aprendemos também que são justamente os momentos de transição que nos trazem profundo conhecimento do nosso ser.
É preciso somente que façamos nossa parte, estarmos abertos para que a nossa própria luz trabalhe em nós e transborde de dentro para fora.

Algumas ferramentas às vezes se tornam necessárias para que essa busca não seja tão abrupta ou pesada… Terapias alimentares, massoterápicas, florais, yoga, meditação e reiki são verdadeiras chaves para nos abrirmos verdadeiramente para este nosso novo ser.

Conheça o nosso trabalho:

– Atendimento floral Joel Aleixo, descubra sua alquimia interior, desfaça-se de antigas amarras, ganhe consciência de padrões enraizados e equilibre-se para aprender a identifica-los e transmuta-los

CONTATO – Glendha (48) 99616244