Empresa ou Emsolta?

Há quase dez anos atrás nascia essa vontade de viver do que descobri que amo: alimentação consciente, meditação e Ayurveda e a troca desses conhecimentos com os outros. Parecia impossível, e as vezes ainda parece, mas estudei, trabalhei, criei experiências e aprendizados que só o tempo pode permitir.

Mas nada disso foi construído sozinho. Além do meu esforço, amor e vontade contínua em poder viver na matéria de forma consciente, equilibrada e harmonizada, existiu e ainda existe a participação efetiva de todos que cruzaram meu caminho nessa trajetória. Aqueles que acreditaram, os que duvidaram, os que usufruíram, os que se negaram, aqueles ainda que botaram mesmo a mão na massa junto comigo e tiveram ainda aqueles que não saíram do meu lado. Sou profundamente grata a todos. Não é aquela “gratidão”que ta na moda, rs, mas uma comoção profunda em ver que não fazemos nada sozinhos, absolutamente nada.

Existe um preceito básico no budismo, o da interexistência. Esse princípio para mim define os méritos, que todos aqueles que, com sua participação ajudam a construir algo que beneficia cada vez mais seres, e não visando benefícios somente a si mesmos. Esse princípio me ajuda a desenvolver a ajuda mútua, humildade, compaixão, amizade, empatia, gentileza e o fazer prestativo e desinteressado. Essas pessoas todas que ajudaram a construir o que é hoje o Espaço Cardamomo tem méritos acumulados inimagináveis, pois muitas vezes alguns pagam com a matéria por aqueles que não podem e não tem condições, e isso reverbera muito mas alto do que imaginamos. Estamos kármicamente conectados com esses seres que foram ajudados indiretamente.

Hoje, quando penso no Espaço Cardamomo, ele pode ser tudo, menos uma empresa. Gosto de chamá-lo de “emsolta”, pois ele está totalmente entregue aos ventos que sopram as vezes mais forte, outros tempos como uma brisa leve, destinando se ao sul, outras ao norte, fluindo e sendo construído e cada experiência. O Espaço Cardamomo não é uma entidade separada. Sou eu. É a personificação da aceitação da impermanência. É a aceitação de um novo conceito de produtos sazonais. É preciso flexibilizar. É preciso estar acordado e enxergar quais os caminhos que se colocam abertos.

Por que empresas lançam metas sempre pensando no futuro? Por que cálculos são feitos para se produzir cada vez mais, vender mais, lucrar mais? Por que querer mais e mais e nunca estar presente e usufruir do grande presente que é simplesmente estar? Eu definitivamente não quero isso. Não quero me engessar numa forma, sabendo que isso só gera sofrimento e ilusão. É tão difícil assim vivenciar a matéria sem se tornar escravo desse sistema rígido e infeliz?

Não sei ainda quais caminhos serão trilhados, mas apesar dos ventos mudarem a cada instante, o propósito e motivação permanecem intactos, os mesmos desde o começo – oferecer ferramentas para que todos os seres busquem se conhecer e enxergar que não há nada a ser buscado fora, já está tudo ai, dentro, pronto para ser tocado, reconhecido. Através dos produtos, atendimentos, cursos, oficinas, é essa a energia que entrego a todos, é nisso em que acredito.

Por fim, foram e ainda são tantos clientes que se tornam amigos, família, que ajudam sem nem se darem conta do que estão fazendo! Particularmente agradeço aos queridos amigos que estiveram junto no último Bazar Vegano aqui em Florida 😉 e acreditam e apóiam a forma como enxergo e ofereço os conhecimentos e produtos ayurvédicos ❤

 

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