Bolinho de nibs, cacau, melado e leite de gergelim, humm o melhor!!!

Sei que parece conversa fiada, mas até onde minha curta memória consegue alcançar as lembranças dos sabores registrados no cérebro do meu estômago (rs), esse foi sim o melhor bolinho de cacau!!!

Sou doceira desde sempre, quando criança os meus brigadeiros eram os mais brilhantes, o segredo era 1 colher de sopa de creme de leite no fim do cozimento! A cozinha sempre foi lugar de reunião das tias e suas iguarias, arroz doce, pudim de leite, manjar de coco, pavê de chocolate, bolos e mais bolos…, com o tempo, o açúcar branco deu lugar ao mascavo, depois ao melado e muitas vezes as frutas secas. A farinha branca sumiu da prateleira da cozinha há muitos anos, nem lembro mais…, então trigo integral, farinha de arroz integral, farinha de grão de bico, psylium nesses casos, ainda mais quando o ovo se vai sem deixar recado e chegam sem avisar a chia, linhaça, puré de inhame e por aí vai…

Ah, mas quem não deixa saudades é o fermento químico, aquele trans ou não, já não me importa mais, o que eu quero mesmo nos meus bolos é vinagre de maçã, bicarbonato de sódio e muitas vezes o cremor tártaro. Gosto de ver o borbulhar da massa acontecer e ficar torcendo para o bolo crescer! Nem sempre acontece, mas é como antigamente, não existia whats então você nunca sabia quem ou o que poderia encontrar….

Às vezes tenho que lidar com provocações do tipo “nossa, mas esse bolo é meio firminho demais né”, ou “esse pudim, ah ops, bolo ta uma delícia”, ou mesmo “se quiser minha avó tem uma receita incrível de bolo fofo, leva em torno de 12 ovos, 1kg de açúcar branco blá blá blá”. Pois então, do tradicional conheço bem, venho de família matriarcal, marcada pelo encontro feminino entre as panelas! Mas me apaixona o experimento, como uma boa ariana, gosto de alquimia, transformação, tentativa e erro, muitos erros afinal!

Mas dessa filosofia gastronômica resulta uma boa receita, eu prometo!

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No liquidificador nessa ordem, 1 x de leite de gergelim integral, 3/4 x de melado de cana, 1/2 x de óleo de coco derretido, bate bem, desliga e acrescenta 2 c de sopa de linhaça dourada, 2 c de sopa de chia, aguardar uns minutinhos e vai untar uma forma do tamanho da de pão, com óleo de coco e açúcar mascavo, ligue o forno e deixe pré aquecer.

Volte ao liquidificador e acrescente 3 c de sopa de cacau em pó, cacau mesmo, nada de chocolate! Abre 3 bagas de cardamomo e separe as sementinhas, acrescente ainda uma fava inteira de baunilha, escandalosamente saboroso:) , e 1 c de sopa de canela em pó, bate bem essa misturinha, desliga e agora acrescente aos poucos 2 x de trigo integral.

Agora 3 c de sopa de nibs de cacau, 1 c de chá de bicarbonato de sódio, mexe com a colher, em seguida 2 c de sopa de vinagre de maçã, veja as borbulhas, mexa delicadamente e derrame a massa na forma, leve para o forno por 30′.

Para a calda, a tradicional misturinha básica 2 c de sopa de óleo de coco + 1/2 x de leite de arroz + 1/4 x de melado de cana, leva ao fogo por uns minutinhos até apurar, aguarde esfriar e cubra o bolo, podendo ainda salpicar mais nibs de cacau por cima.

E deguste, com TPM, sem TPM, acreditando ou não que o cacau tem algo à ver com isso, o que importa é estar livre, sem culpa, nem medo, apenas se permitindo o prazer, sem apego, sabendo que uma hora a forma vai esvaziar e não vale chorar! rsrs

 

 

 

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