Santosha – contentamento

Essa noite vou adormecer feliz, felizmente acordada de que isso também passará…

Essa noite pedirei por todos aqueles que sofrem, e assim como eu, sabem que isso também passará…

Pedirei também por aqueles que se afligem e se esquecem de quem realmente são, assim como eu…

Dormirei o sono daquele que deseja despertar e não desejar mais nada, à não ser estar exatamente onde está fazendo a única coisa que poderia ser feita.

Sonharei que as diferenças, dores e sofrimento são delusões de nossa mente coletiva. Sonharei que o ciclo da expansão chega ao fim, e que finalmente retornamos para dentro de nossas casas, para poder varrer todo o restante da barbárie que há tanto viemos acumulando debaixo do tapete, pelos cantos da cozinha, atrás da porta…

Acredito que não há realmente para quem orar durante a noite que atravesso. Não há mais ninguém lá fora que possa me dar a mão e dizer o quanto somos todos amados e perfeitos como somos. Acredito, e portanto passo a ser.

Sendo como é, não se permite a brecha das conjecturas, que nada mais são do que amontoados móveis velhos e bichos empalhados pendurados na parece que não sustenta mais nada além de de conceitos e ilusões. Derrube-as todas, eu digo, uma a uma, e veja a beleza brotando do inesperado!

Ao acordar dessa longa noite de sono, terei novamente aquela incômoda sensação de ainda estar dormindo…, mas dessa vez perceberei o vazio de todas as coisas.

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