Na roda de samsara

Estou triste, estou tão triste que me sinto virada do avesso, atropelada pelas minhas próprias fraquezas e limitações.

Quando poderei enxergar o que está além do ego? Quando poderei estar no mundo sem ser do mundo? Não quero mais me identificar com isso tudo, não quero mais estar tão cega a ponto de não ver o evidente que se apresenta bem na minha frente.

Me sinto tão fraca e desencorajada em continuar, e não compreendo tanta maldade gratuita, é tão mais gostoso se sentir amado e protegido…, por onde tenho caminhado, por estar me identificando tanto, senão dentro de minha própria mente?

Quero liberação, acima de tudo, de todos os prazeres, de todas as vontades, acima da satisfação, dos elogios, das realizações, quero liberação…estou pronta, quero estar pronta para me desfazer de tantos padrões que me aprisionam em minha própria sombra, que obscurecem minha visão, que me tiram do meu propósito maior.

Estou tão cansada de lutar, vou embarcar e navegar por cada canal, veia, tecido, órgão, impressão, coração…, não deixarei sequer um grão de auto importância escondido por entre as artimanhas de uma mente cega e doente.

Confio e passo a me sentir embalada nos braços da bem aventurança, do verdadeiro amor, aquele que não se divide, não separa, não atua, simplesmente repousa.

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