QUE TAL UMA MUDANÇA DE PARADIGMA?

Texto  :  Felipe  Prado  /  Apresentação  :  Glendha  Kreutzer

Amigos!

Gostaria de dividir com todos esse texto esclarecedor escrito por um amigo querido que trilha esse caminho conosco. Com sua permissão, divulgo seu trabalho por saber ser sério e sincero em suas palavras…, sugiro à todos que parem por alguns instantes e desfrutem de tão boa leitura à respeito do assunto que tanto nos interessa…….O TODO……..

QUE TAL UMA MUDANÇA DE PARADIGMA?

Mudança do paradigma atual

Paradigma é um conjunto de pressupostos que norteiam determinado campo ou área de conhecimento; o termo é utilizado freqüentemente para designar o modelo-padrão adotado pela Ciência para explicar a realidade. A sociedade ocidental contemporânea vive um momento limiar em sua história: o da transição de um paradigma científico para outro, distinto do anterior em muitos aspectos.

Talvez a maioria das pessoas não dê conta disso, mas a nossa concepção de mundo é orientada basicamente pela Ciência balizada no pensamento de Isaac Newton e Reneé Descartes. Newton nos proporcionou todo o amparo matemático para a observação e estudo de praticamente qualquer fenômeno mecânico visível a olho nu, desde o arremesso de uma pedra até o lançamento de um foguete espacial. Descartes, por sua vez, trouxe à baila o método cartesiano, que foi adotado como o método científico definitivo: através do Ceticismo Metodológico, duvida-se de cada idéia que não seja clara e distinta, fazendo imperar a razão. Uma das características do pensamento cartesiano é analisar profundamente a coisa ou fenômeno, ou seja, dividi-lo ao máximo, em suas unidades mais simples, e estudar essas partes separadamente.

Assim, durante muito tempo, os cientistas acreditaram ser o Universo uma espécie de relógio, que é passível de ser dividido e estudado em suas partes individualmente. Essa visão é ainda predominante em nossa sociedade, muito embora a física e a mecânica quânticas apontem rumos totalmente diferentes para a compreensão da matéria e do Universo em que vivemos. Esse assunto será aprofundado posteriormente nesse texto.

Estratificação do Conhecimento

Ao tomar o Universo como um todo passível de ser dividido em inúmeras partes que podem ser analisadas e estudadas minuciosamente, surgiu, para cada uma dessas partes, um novo ramo do saber, do conhecimento. Por exemplo, ao analisar o solo, podemos nos deter em sua constituição química, considerando os elementos que o formam; geológica, através das pedras e sedimentos que o compõe; histórica, buscando conhecer os diversos povos que sobre ele viveram. Sobre esse mesmo pedaço de terra podemos propor uma análise financeira, observando sua localização dentro do município e determinando seu valor de acordo com essa localização.

O que quero exemplificar é que o mesmo assunto pode ter diversas abordagens, diversos enfoques totalmente distintos, sem que haja a menor comunicação entre eles. Isso é patente em nosso tempo: o conhecimento tornou-se técnico e específico ao ponto de as pessoas saberem cada vez mais sobre menos coisas; analisa-se cada mínimo aspecto da parte, sem que leve-se em consideração o todo ao qual ela pertence. Essa estratificação do conhecimento ocorre em todos os ramos da Ciência, inclusive na Medicina Ocidental, segundo a qual o indivíduo é a soma de seus órgãos, tecidos, flesh and bones.

Ora, só pode ser dissecado aquilo que já está morto; assim, a unidade fundamental é perdida, ou convenientemente deixada de lado. Medicina Ocidental (Alopática) A Medicina conhecida por todos nós aqui no Ocidente é também chamada de medicina alopática ou alopatia. Ela enfatiza drogas e cirurgia como os principais métodos para tratar problemas de saúde. Acontece que esses métodos são os mais caros e os mais perigosos para o tratamento de doentes. Esta abordagem vê a doença como soldados inimigos em uma batalha que devem ser mortos com drogas venenosas ou forçosamente removidos através de cirurgia.

Desde crianças somos induzidos a acreditar que esses são os melhores métodos para a cura; essa crença compõe o atual paradigma. “Em particular, refiro-me aos médicos formados na abordagem Ocidental da saúde. Nós fomos programados desde a infância a respeitar médicos, porque supostamente eles são altamente educados(…). Se alguém morreu depois de ser tratado por um médico, não foi culpa do médico; foi culpa do indivíduo, pois seu corpo não reagiu da maneira certa ao tratamento. Poucos se atrevem a perguntar sobre a segurança ou a eficácia de um determinado tratamento, ou saber se o médico realmente sabia o que estava fazendo.”[1]

Essa fé cega depositada nos profissionais da saúde e em seus métodos acabou por se estender também à principal via de tratamento utilizada pela Medicina Alopática: o uso de medicamentos, principalmente as drogas sintéticas. O último século testemunhou tamanho desenvolvimento na área da química, o que proporcionou o surgimento de substâncias sintéticas totalmente novas, muitas da quais o ser humano jamais havia entrado em contato (tampouco ingerido).

Como o Dr. Guylaine Lanctot, autor de “The Medical Mafia”, descreve a situação: “O estabelecimento médico trabalha em estreita colaboração com as multinacionais farmacêuticas, cuja principal objetivo é o lucro, e cujo pior pesadelo seria uma epidemia de boa saúde. Lotes e lotes de medicamentos devem ser vendidos. Para alcançar isso, vale tudo: mentiras, fraudes e propinas. Os médicos são os principais vendedores das empresas farmacêuticas. Eles são premiados com bolsas de estudo, brindes e benefícios generosos. Os principais compradores são o público – de crianças a idosos- que deve ser bem medicado e vacinado… a qualquer custo!

Por que as autoridades proíbem a medicina alternativa?

Porque eles estão servindo a indústria, e a indústria não pode ganhar dinheiro com ervas, vitaminas e homeopatia. Eles não podem patentear remédios naturais. É por isso que empurram os sintéticos. Eles controlam a medicina, e é dessa forma que eles são capazes de dizer às escolas de medicina o que podem e não o que podem ensinar. Eles têm seus próprios conjuntos de leis, e forçam as pessoas a eles. Isso é uma máfia.”

O Novo paradigma

Esse atraso que ocorre entre as provas que anulam um paradigma e a efetiva aceitação do novo paradigma por todos é facilmente compreensível, uma vez que os alicerces que sustentam o pensamento do homem moderno ocidental não podem simplesmente ruir, da noite para o dia; espera-se que seja uma mudança gradual, lenta.

A Física quântica

Quando digo que a física quântica indica novos rumos para uma compreensão mais abrangente do Universo (e de nós mesmos), é pelas provas que ela vem apresentando em experimentos realizados nas últimas 5 décadas, que corroboram a visão holística do mundo, ou seja, a idéia de que as propriedades de um sistema não podem ser explicadas apenas pela soma de seus componentes. Vê o mundo como um todo integrado, como um organismo. Muito embora a física quântica seja uma disciplina que caminha nessa direção, ela não é a única.

O Holismo

O termo Holismo vem do grego holos, que significa todo, ou ainda, integral, abrangente. “É a ideia de que as propriedades de um sistema, quer se trate de seres humanos ou outros organismos, não podem ser explicadas apenas pela soma de seus componentes. A palavra foi criada por Jan Smuts, primeiro-ministro da África do Sul, no seu livro de 1926, Holism and Evolution, que assim a definiu: “A tendência da Natureza a formar, através de evolução criativa, “todos” que são maiores do que a soma de suas partes”.”[2]

Muito embora seja um termo recente, suas definições se aplicam a diversos sistemas complexos de cura e de manutenção da saúde, como a Medicina tradicional chinesa (que envolve tratamentos como a acupuntura, o do-in, a ventosaterapia, a terapia alimentar, dentre outros), o Yoga, e o Ayurveda, a medicina tradicional Indiana (que se utiliza da massoterapia com óleos medicados, terapia alimentar,etc).

O que esses sistemas tem em comum é justamente a abordagem holística, que vê e trata o indivíduo sob os aspectos físico, mental, emocional e energético. Terapia holística Terapia holística é o nome dado a qualquer terapia que siga os princípios do holismo. Ou seja: que tente abordar o problema a ser tratado como um todo, não através de uma visão especializada.

A abordagem holística acredita que os elementos emocional, mental, espiritual e físico de cada pessoa formam um sistema, e tenta tratar de toda a pessoa em seu contexto, concentrando-se tanto na causa da doença como dos sintomas. A visão holística contempla ainda a possibilidade de se aliar o tratamento realizado pela medicina alopática (no que concerne, por exemplo, à minimização dos sintomas da doença), com os métodos holísticos, tal qual o Ayurveda e o Yoga para efetivamente acabar com a raiz da doença. Ao se analisar o todo dentro de um problema específico, deve-se analisar cada aspecto do indivíduo, além das relações deste com o meio.

Um exemplo: um indivíduo chega ao médico com dores no ombro; este lhe passa um analgésico e lhe pede alguns exames. O indivíduo toma o remédio e a dor some, nada muda em sua vida. Após um tempo, retorna ao médico, que analisa o resultado do exame. Identifica o problema como sendo, por exemplo, bursite. Lhe recomenda mais alguns remédios e uma cirurgia “extremamente necessária”. Este é um cenário típico; se o indivíduo realiza a cirurgia sem alterar em nada sua rotina (que provavelmente deu origem ao problema), o que pode se esperar dentro de um tempo? Claro, a dor retornará.

Um terapeuta holístico trataria sim da dor, em um primeiro momento, através de basthis, massagens, moxa e óleos medicados. Mas buscaria também oferecer ferramentas ao paciente para que ele seja capaz de sustentar e de manter o seu corpo saudável e forte.  Nesse momento entra o Yoga, que através dos ásanas fortalece e alonga os músculos certos; em um nível sutil, o corpo energético se harmoniza, refletindo em saúde no corpo físico.

O conceito grego de Holos possui um equivalente Hindu: Purna, o Todo.

Esse Todo seria o Brahman Supremo que designa o princípio divino, não-personalizado, e neutro existente em todas as coisas. Existe um mantra muito belo que “define” esse Todo:

Om purna mada purna midam Purnat purnam udachyate Purnasya purnam adaya Purnam eva vasishyate Om shantih shantih shantihi

“A causa do universo é a plenitude, o universo é pleno. Da plenitude veio o pleno, tirando o universo pleno do pleno Senhor, que é a sua causa, sobra somente o pleno, o Senhor que é ilimitado. Om paz, paz, paz.”

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